Luísa Sonza lançou, em 7 de abril, o álbum “Brutal

Luísa Sonza lançou, em 7 de abril, o álbum “Brutal paraíso”, que reúne 23 faixas e tem 67 minutos de duração. O álbum foi destaque no cenário pop brasileiro e internacional, especialmente devido à apresentação da cantora no festival Coachella em 11 de abril, que aconteceu à noite no horário de Brasília.
O álbum recebeu críticas mistas, destacando-se o excesso de faixas e informações, o que pode afastar parte do público mais jovem, habituado a formatos mais enxutos. A produção de “Brutal paraíso” inclui referências diversas que vão da música portuguesa dos anos 1970 à dramaturgia brasileira e ao pop dos anos 1980. Essas citações aparecem em diferentes faixas, como “Santa maculada” e “Loira gelada”.
O repertório mistura elementos de bossa nova e funk, mas não estabelece uma narrativa clara entre esses estilos. A bossa nova, associada ao paraíso, e o funk, ligado à brutalidade, não se apresentam em contraste definido no álbum. A faixa “Amor, que pena!” expressa essa ambiguidade. Sonza também insere colaborações com artistas como Xamã, Young Miko e MC Meno, ampliando a influência para o pop latino com parcerias que incluem Sebastián Yatra.
A diversidade musical, no entanto, resulta em falta de unidade conceitual, com o disco transitando entre baladas melódicas e funk com letras eróticas. Essa dispersão lembra falhas observadas em outros trabalhos recentes de cantoras brasileiras de expressão internacional. “Brutal paraíso” não apresenta conexão consistente entre seus diferentes momentos sonoros.
O álbum introduz ainda um conceito distópico-trópico, como sugerido pela vinheta “Distrópico”, que abre o disco com sons de mar. Apesar da proposta de criação de um universo autoral, o resultado final soa difuso e por vezes excessivo, tanto no número de faixas quanto na sobrecarga de referências e estilos.
A faixa que dá nome ao álbum tem quase oito minutos e encerra o trabalho com um tom confessional. Em geral, “Brutal paraíso” transmite a sensação de que o material poderia ser mais eficaz se fosse mais conciso e focado. A alternância entre sonho e desencanto, embora seja um tema recorrente no disco, não se traduz em uma experiência coesa para o ouvinte.
Em resumo, o quinto álbum de estúdio de Luísa Sonza alcançou visibilidade durante o lançamento e a apresentação no Coachella, mas enfrentou resistência crítica devido ao seu formato e diversidade pouco sintetizada. “Brutal paraíso” evidencia o desafio de equilibrar ambição artística e clareza conceitual em um mercado cada vez mais segmentado e rápido.
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Fonte: g1.globo.com
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