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Uma pesquisa da Universidade de East Anglia revelou

Uma pesquisa da Universidade de East Anglia revelou
  • Publishedabril 10, 2026

Uma pesquisa da Universidade de East Anglia revelou que o TikTok é a rede social com maior volume de informações imprecisas ou sem base científica sobre saúde mental, especialmente em temas como TDAH e autismo. O estudo, divulgado no The Journal of Social Media Research, analisou mais de 5 mil postagens em plataformas como YouTube, Facebook, Instagram, X e TikTok e identificou que a desinformação pode chegar a 56% do conteúdo sobre esses assuntos.

A pesquisa destacou que 52% dos vídeos sobre TDAH no TikTok continham informações incorretas, assim como 41% dos conteúdos relacionados ao autismo. Em comparação, o YouTube apresentou cerca de 22% de desinformação, enquanto o Facebook teve menos de 15%. Os algoritmos dessas redes, principalmente do TikTok, promovem conteúdos com alto engajamento, acelerando a viralização de dados imprecisos.

Os pesquisadores alertam que esse cenário pode levar jovens a interpretarem mal sintomas comuns, atrasarem diagnósticos corretos, reforçarem estigmas e dificultarem a busca por tratamentos adequados. Além disso, conselhos sem comprovação científica podem agravar quadros clínicos e atrasar intervenções eficazes.

A análise também apontou que vídeos produzidos por profissionais de saúde têm uma taxa muito menor de erros – apenas 3% – enquanto conteúdos de influenciadores ou usuários comuns apresentaram 55% de informações imprecisas. Mesmo assim, o volume de material produzido por especialistas é pequeno em relação ao total disponível.

Outro desafio identificado é a atuação dos algoritmos, que criam “câmaras de eco”, exibindo sequências de conteúdos semelhantes que podem reforçar desinformações e informações exageradas. Como exceção, o YouTube Kids mostrou melhor desempenho, com baixo índice de informações incorretas, resultado atribuído a uma moderação mais rígida.

A psiquiatra Isabella de Souza, mestre e doutora pela UFRJ, destacou que a difusão de informações errôneas sobre saúde mental pode causar retrocessos, afetando negativamente pacientes e suas famílias. Segundo ela, a banalização de transtornos sérios prejudica o entendimento público e a busca por tratamentos adequados. Souza também mencionou casos de propagação de curas milagrosas e afirmações falsas que colocam em risco a saúde dos usuários.

Especialistas apontam que o autodiagnóstico via redes sociais, sem acompanhamento profissional, tem aumentado a incidência de erros no entendimento dos próprios sintomas. Isso pode resultar em tratamentos inadequados ou adiados, agravando o quadro clínico e prejudicando a qualidade de vida.

O estudo recomenda maior participação de profissionais da saúde nas redes sociais, produção de conteúdos baseados em evidências e aprimoramento da moderação das plataformas. Ferramentas para avaliação da qualidade da informação e definições claras do que constitui desinformação em saúde mental também são apontadas como necessárias.

Para consumir informações com mais segurança, especialistas orientam buscar conteúdos de fontes confiáveis, como páginas de associações reconhecidas e artigos científicos, além de consultar profissionais qualificados para diagnóstico e tratamento. Denúncias de postagens falsas ou levianas são recomendadas para investigação e controle da qualidade das informações.

A pesquisa evidencia que o uso das redes sociais como principal fonte de conhecimento sobre saúde mental requer cuidado para evitar prejuízos ao bem-estar dos usuários, especialmente jovens. O combate à desinformação é apontado como fundamental para garantir acesso a informações corretas e promover uma abordagem adequada das condições de saúde mental.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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