Jasveen Sangha, conhecida como a “rainha da cetamina”

Jasveen Sangha, conhecida como a “rainha da cetamina“, foi condenada a 15 anos de prisão nesta quarta-feira (8) por seu envolvimento na morte do ator Matthew Perry, ocorrida em 2023 em Los Angeles. Ela operava um esquema de tráfico de drogas voltado para clientes ricos e celebridades, fornecendo a substância que causou o óbito de Perry devido aos “efeitos agudos” da cetamina, segundo laudo oficial.
Sangha, com dupla nacionalidade britânica e americana, cresceu em uma família de empresários na Califórnia e estudou em Londres, onde concluiu um MBA. Mantinha uma imagem pública de luxo, com presença em festas e eventos de alto padrão, como o Oscar e o Globo de Ouro, além de exibir seu estilo de vida nas redes sociais. Apesar disso, autoridades apontam que ela comandava, a partir de sua residência em North Hollywood, um ponto ativo de venda de drogas.
Durante buscas na casa da traficante, agentes encontraram mais de 80 frascos de cetamina e milhares de pílulas de outras substâncias, como metanfetamina, cocaína e Xanax. O departamento antidrogas dos Estados Unidos afirmou que Sangha usava os lucros do tráfico para financiar sua imagem como influenciadora social e mantinha contato com uma rede de clientes milionários e famosos.
No julgamento, Sangha confessou ter repassado 51 frascos de cetamina a Erik Fleming, intermediário que entregou a droga ao assistente pessoal de Matthew Perry, Kenneth Iwamasa. Admitiu ainda saber que os frascos seriam para Perry. A traficante também reconheceu ter comercializado cetamina para Cody McLaury, que morreu por overdose horas depois.
A morte de Matthew Perry foi associada oficialmente ao uso da cetamina em combinação com outros fatores, provocando perda de consciência e afogamento na banheira de hidromassagem de sua casa. Familiares do ator chegaram a contatar Sangha, afirmando que as drogas vendidas por ela causaram o óbito. Investigadores apontam que, após receber a mensagem, Sangha pesquisou se a cetamina poderia ser considerada causa de morte, indicando ciência dos riscos.
A juíza federal Sherilyn Garnett determinou a pena de 15 anos para Sangha, superior à aplicada a outros envolvidos no caso, como dois médicos ligados ao fornecimento de drogas ao ator. O processo ressaltou o papel crucial da traficante na cadeia de fornecimento que levou à morte de Perry.
O esquema operado por Sangha expõe a atuação de redes de tráfico de drogas que atendem a um público seleto e influente, com uma fachada de vida glamourosa oculta por atividades ilegais. A condenação destaca o esforço das autoridades em responsabilizar fornecedores em casos associados a mortes por overdose.
As investigações ressaltam a complexidade do tráfico de drogas em ambientes de elite e os riscos enfrentados por usuários de substâncias como a cetamina, usada tanto como anestésico quanto como antidepressivo, mas com potencial para causar graves efeitos adversos, incluindo a morte.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com