A rapper Ebony comentou o feat com Anitta no novo

A rapper Ebony comentou o feat com Anitta no novo álbum da cantora, “Equilibrium”, durante entrevista ao podcast e videocast g1 Ouviu, nesta terça-feira (7). A faixa “Vai dar caô” trata da força da energia feminina e foi criada durante um camping de composições na casa de Anitta, no Rio de Janeiro.
Ebony relatou que foi convidada para o estúdio na residência de Anitta e descreveu o encontro como uma troca significativa entre as artistas. Segundo ela, o álbum aborda temas como espiritualidade e brasilidade, e a faixa em que participa reforça a temática da energia feminina.
A artista, natural de Queimados (RJ), já ganhou destaque no rap brasileiro com letras que tratam de sexo, autoestima e política, caminhando para um tom mais político em seu trabalho recente. Ela lançou recentemente o álbum “KM2 Deluxe”, que traz composições com uma abordagem mais madura em comparação às primeiras canções lançadas quando tinha 17 anos.
No novo disco, Ebony também inclui uma colaboração com Black Alien, ao qual atribui grande influência em sua formação musical, ressaltando o respeito pelo trabalho do rapper.
Durante a entrevista, Ebony falou sobre o discurso que fez no WME Awards, no qual questionou a premiação na categoria Revelação, já que tem mais de sete anos de carreira. Ela afirmou que a equipe do prêmio entendeu seu posicionamento e ressaltou a importância de usar o espaço para destacar a cultura e artistas como Nanda Tsunami, apontada por ela como a verdadeira revelação.
A rapper criticou a estrutura da indústria musical, destacando a dificuldade das gravadoras em dividir a atenção entre artistas mulheres. Segundo Ebony, o modelo adotado pelas labels se inspira no mercado americano e promove disputas entre as artistas para que apenas uma receba investimento e destaque.
Sobre a repercussão da música “Espero Que Entendam”, que cita e ironiza nomes masculinos da cena musical nacional, Ebony afirmou que os artistas mencionados “não responderam porque são inteligentes”. Ela diferenciou sua obra das diss tracks tradicionais, afirmando que sua música não teve a intenção de atacar ou ferir a autoimagem de ninguém.
Ebony também criticou a falta de investimento em espetáculos e performances no rap masculino, questionando a repetição de shows com estrutura simples e pouca produção visual.
Além disso, ela defendeu a liberdade artística e disse que a arte deve ser preservada acima de julgamentos morais. “Não estou aqui para tentar ser puritana no rap”, afirmou.
Sobre o cenário do rap, Ebony comentou a dificuldade de organizar diálogos mais estruturados entre rappers para discutir assuntos políticos e empresariais. Segundo ela, conseguiu ter conversas mais abertas ao participar da cena da MPB, citando encontros na casa de Caetano Veloso e diálogos sobre composição com o cantor Rubel.
A artista ainda revelou o desejo de uma parceria com Adriana Calcanhoto, que elogiou seu trabalho durante participação no g1 Ouviu.
Ebony também falou sobre sua infância e identidade. Relatou questionamentos sobre a cor da mãe adotiva, as dificuldades dos pais para explicar a adoção e o aprendizado sobre negritude na internet. Segundo a cantora, os pais ficaram surpresos com seu sucesso, embora acreditasse que, desde criança, eles já suspeitavam que ela um dia teria destaque.
A entrevista com Ebony está disponível em vídeo e como podcast nas plataformas do g1, YouTube e TikTok.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com