Zeca Veloso estreou o show “Boas novas” no Teatro Carlos

Zeca Veloso estreou o show “Boas novas” no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, na noite de 4 de abril de 2026, abrindo a sétima edição do Queremos! Festival!. A apresentação reuniu composições autorais do álbum lançado em 2025, além de canções de artistas consagrados como Noel Rosa, Tim Maia e Tom Jobim, e trouxe participação de convidados.
O músico e cantor carioca filho de Caetano Veloso mesclou faixas de seu disco “Boas novas” com obras de outros compositores, criando uma narrativa que explorou diferentes estilos, do samba ao pop-funk. Ele exibiu maior presença de palco, utilizando gestos e movimentações que deram ritmo à performance diante de uma plateia cheia.
O show contou com uma big band formada por músicos como Antonio Dal Bó (teclados), Diogo Gomes (trompete), Giordano Gasperin (baixo), Thomas Arres (bateria) e Lucca Noacco (guitarra e direção musical). Essa formação permitiu que Zeca reproduzisse o suingue das músicas de seu repertório, como a contagiante “Salvador” e o pop-funk-samba “Máquina do Rio”.
Participações pontuais marcaram a estreia. O rapper Xamã apareceu para executar um trecho em “Máquina do Rio”, enquanto Dora Morelenbaum subiu ao palco para a versão ao vivo de “A carta”, parceria presente no álbum de Zeca. Esses momentos foram introduzidos sem avisos prévios, surpreendendo o público.
A diversidade do repertório chamou atenção. Ao lado de suas composições, Zeca cantou “Peter Gast”, de Caetano Veloso, abrindo o show, e apresentou sambas como “Não tem tradução” (Noel Rosa), “Réu confesso” (Tim Maia) e “Volta por cima” (Paulo Vanzolini). Também interpretou a clássica “Garota de Ipanema”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, em uma versão que mesclou português e inglês.
Um momento inusitado foi a inclusão de “Colors of the Wind”, tema do filme de animação “Pocahontas” (1995), originalmente cantado por Judy Kuhn. A canção esteve alinhada com “Desenho de animação”, faixa autoral de Zeca, que explorou temas relacionados ao cinema e às línguas em uma sequência pensada para o roteiro.
Zeca Veloso alternou entre vozes graves e falsetes, sendo este último recurso responsável por momentos de maior impacto emocional, conforme percebeu a plateia. Ele também apresentou composições bilíngues, como “Carolina”, e buscou integrar a plateia no bis do espetáculo, convidando o público para cantar junto “Salvador” no palco.
Apesar da expansão em cena, algumas canções próprias, como “O sal desse chão” e “O sopro do fole”, mostraram maior dificuldade na transposição do registro fonográfico para a performance ao vivo, ainda em processo de lapidação. Ainda assim, o repertório revelou a pluralidade das influências do artista e seu interesse em dialogar com a tradição da música brasileira, bem como com outros gêneros.
O roteiro incluiu 19 músicas e contou com um bis que manteve o tom intimista da apresentação, finalizando com a interação entre cantor e plateia. A faixa “Tua voz”, prevista para o bis, não foi executada na estreia do show.
A passagem pelo Queremos! Festival! evidenciou o momento de consolidação da carreira solo de Zeca Veloso, que desde 2023 vem focando em apresentação de seus trabalhos autorais em espaços menores, ampliando para uma estrutura de banda maior neste espetáculo. O show “Boas novas” reflete essa evolução e a vontade do artista de articular vozes variadas em um diálogo musical amplo e repleto de referências.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com