A Casa Branca publicou nesta quinta-feira (2) uma

A Casa Branca publicou nesta quinta-feira (2) uma proclamação presidencial que reformula as tarifas dos Estados Unidos sobre produtos com aço, alumínio e cobre, alterando alíquotas conforme o tipo de produto importado. A medida busca simplificar o sistema tarifário e aumentar a arrecadação após a derrubada, em fevereiro, de grande parte das tarifas por decisão da Suprema Corte.
Agora, produtos acabados que contenham mais de 15% de aço, alumínio ou cobre em peso terão tarifa de 25% aplicada sobre o valor total da importação, e não apenas sobre o valor do metal utilizado, como ocorria anteriormente. Essa mudança alcança itens como máquinas de lavar e fogões a gás, que passarão a ter uma alíquota fixa de 25%.
Para produtos compostos majoritariamente pelos metais, classificados como commodities, a tarifa de 50% continuará vigente. Além disso, a nova regra permite que certos itens sejam reclassificados como commodities se forem feitos quase inteiramente desses materiais.
Produtos com menos de 15% de conteúdo metálico deixarão de pagar tarifas específicas e passarão a ter uma tarifa global mínima de 10%, conforme estabelecido pelo governo Trump. Essa taxação também pode ser reduzida para 10% quando o produto for fabricado no exterior com metais originados dos Estados Unidos.
Segundo um alto funcionário do governo Trump, a reformulação visa simplificar um sistema considerado excessivamente complexo, que dificultava calcular o valor do conteúdo metálico em milhares de itens derivados, desde peças de tratores até equipamentos ferroviários e pias de aço inoxidável. O representante informou que o governo discutiu as mudanças com a indústria, que manifestou retorno positivo.
O jornal norte-americano Wall Street Journal ressaltou que a extensão da base de cálculo das tarifas pode elevar o custo de algumas importações, mesmo com a redução da alíquota em certos casos. Isso ocorre porque a tarifa agora incide sobre o valor total dos bens importados, e não somente sobre o conteúdo metálico.
A reformulação das tarifas ocorre em um momento de enfrentamento comercial para os Estados Unidos. Em fevereiro deste ano, a Suprema Corte derrubou parte significativa das tarifas impostas por Trump sob a Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio de 1962. Em resposta, o governo adotou a Seção 122 dessa legislação para estabelecer uma tarifa global de 10% sobre produtos importados.
Espera-se que as novas regras facilitem a aplicação das tarifas e aumentem a receita obtida pelo governo americano com os impostos sobre aço, alumínio e cobre. A mudança também traz maior previsibilidade para importadores e fabricantes, ao estabelecer critérios mais claros para a cobrança.
Com a revisão, busca-se ainda fortalecer a indústria nacional, protegendo-a da concorrência estrangeira por meio de tarifas que levam em conta o peso do conteúdo metálico em produtos acabados. A flexibilização das alíquotas e a simplificação no cálculo devem impactar diversos setores industriais que dependem desses materiais.
A política tarifária continua sendo um tema central nas negociações comerciais dos Estados Unidos, com efeitos diretos sobre os custos das cadeias produtivas internas e o relacionamento com parceiros comerciais globais.
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Palavras-chave relacionadas: tarifas Estados Unidos, aço, alumínio, cobre, política comercial, Seção 232, Seção 122, Trump, importações, proclamação presidencial, indústria nacional, comércio exterior.
Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com