O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (1º) que as forças americanas devem se retirar do Irã rapidamente e que o país pode retomar ataques pontuais se necessário. Ele também declarou que o Irã pediu um cessar-fogo no conflito, indicando uma possível redução das tensões na região.
O Irã, entretanto, negou ter solicitado o cessar-fogo e a existência de negociações diretas com os EUA. Essa disputa de versões tem influenciado diretamente o mercado internacional de petróleo, que sofreu alta significativa durante o conflito, passando de cerca de US$ 70 para US$ 110 por barril.
Após o primeiro anúncio de Trump sobre possíveis negociações para encerrar a guerra, o preço do petróleo caiu quase US$ 15 em poucos minutos, apesar de não haver confirmação do fim do conflito. Trump também afirmou que os EUA mantêm conversas “produtivas” com o Irã e adiou ataques à infraestrutura iraniana enquanto as negociações continuam em andamento.
Especialistas destacam que o governo americano tem atuado intensamente no mercado de petróleo por meio do controle dos fluxos de informação, nem sempre precisos. Bassam Fattouh, diretor do Oxford Institute for Energy Studies (OIES), comenta que Washington busca soluções diárias para estabilizar os preços do petróleo, o que aumenta a volatilidade das cotações no curto prazo.
A tensão no Oriente Médio é um fator importante para as oscilações do petróleo. Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, explica que qualquer indicação de redução do conflito diminui o medo dos investidores sobre possíveis interrupções no transporte da commodity, provocando queda nos preços. A expectativa de melhora no fluxo pelo Estreito de Ormuz é suficiente para alterar a dinâmica do mercado, mesmo sem mudanças reais na produção ou logística.
O petróleo é fundamental para a produção de combustíveis, transporte e geração de energia. Oscilações no preço causadas por decisões políticas ou eventos do conflito impactam a economia global e afetam os consumidores, inclusive no Brasil.
Em 9 de março, Trump declarou que a guerra contra o Irã estava “praticamente concluída”, o que levou a uma queda no preço do barril Brent de US$ 98,96 para US$ 87,80 no dia seguinte. A reação foi de curta duração, já que autoridades iranianas rejeitaram o cessar-fogo e qualquer negociação com Washington, mantendo a continuidade do conflito. O preço do petróleo subiu novamente para US$ 91,98.
Analistas consideram que as declarações políticas funcionam como uma estratégia geopolítica para influenciar o mercado, conhecida como “jawboning”. Javier Blas, colunista da Bloomberg, afirma que Trump usou repetidamente discursos públicos para conter compras motivadas pelo pânico.
Pedro Galdi, analista da AGF, ressalta que o conflito apresenta versões conflitantes das partes envolvidas, o que dificulta a avaliação do cenário e mantém a alta volatilidade no mercado. As oscilações acompanham sinais de negociação ou reforço do risco de guerra, evidenciando o caráter especulativo das cotações.
Bassam Fattouh destaca que essa dinâmica se intensificou porque medidas tradicionais para lidar com crises no petróleo, como uso de estoques estratégicos ou sanções, têm efeito limitado e demorado. Por isso, as autoridades recorrem ao controle de informações e comunicação para tentar influenciar os preços de forma imediata.
Dessa forma, as falas de Trump e as respostas do Irã têm causado movimentos rápidos e significativos no preço do petróleo, refletindo a ansiedade dos mercados frente à instabilidade geopolítica no Oriente Médio.
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Fonte: g1.globo.com
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