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A Nvidia retomou nesta terça-feira (17) a produção

A Nvidia retomou nesta terça-feira (17) a produção
  • Publishedmarço 18, 2026

A Nvidia retomou nesta terça-feira (17) a produção de chips para o mercado chinês, segundo anunciou o diretor-executivo Jensen Huang, após receber autorizações tanto do governo americano quanto das autoridades chinesas. A decisão ocorre em meio a restrições impostas pelos Estados Unidos que limitaram a exportação dos processadores para a China desde abril de 2023.

Huang confirmou durante entrevista coletiva, realizada na conferência anual da Nvidia, que a fabricação dos chips exclusivos para clientes chineses está sendo reiniciada. Ele destacou que, até recentemente, nenhuma venda havia sido realizada para empresas chinesas, mas a situação mudou com as autorizações concedidas.

Em abril do ano passado, o Departamento de Comércio dos EUA proibiu inicialmente a Nvidia de exportar seus processadores para a China. Posteriormente, em agosto, foi firmado um acordo que incluía o pagamento de uma comissão ao governo americano, a qual foi elevada para 25% em dezembro. Desde então, as entregas estavam suspensas.

Além da aprovação americana, a retomada depende de permissões das autoridades chinesas, que planejam liberar as operações de forma gradual. O objetivo de Pequim é reduzir a dependência da tecnologia local em relação às importações dos Estados Unidos.

Para cumprir as restrições impostas, que impedem a venda dos chips mais avançados ao mercado chinês, a Nvidia desenvolveu uma versão adaptada do processador H200. Essa medida visa atender às exigências dos reguladores sem violar os controles de exportação.

No final de 2023, a empresa havia informado que não esperava obter receitas da China no trimestre atual, refletindo o impacto das limitações comerciais. A retomada da produção indica uma mudança no cenário, com potencial impacto na presença da empresa no mercado asiático.

A Nvidia, líder mundial na fabricação de processadores gráficos e inteligência artificial, busca garantir operação contínua em grandes mercados apesar das restrições internacionais. A China representa um dos principais destinos para seus produtos, o que torna a retomada significativa para os negócios globais da companhia.

O movimento também reflete as complexas negociações e regulações que influenciam o comércio tecnológico entre Estados Unidos e China, especialmente em relação a componentes estratégicos para a indústria digital.

Palavras-chave: Nvidia, produção de chips, mercado chinês, restrições comerciais, Estados Unidos, processador H200, exportação, tecnologia, China, diretor-executivo Jensen Huang.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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