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O musical “Adorável Trapalhão” reconta a trajetória do

O musical “Adorável Trapalhão” reconta a trajetória do
  • Publishedmarço 17, 2026

O musical “Adorável Trapalhão” reconta a trajetória do humorista Renato Aragão desde o interior do Ceará até o sucesso nacional, em temporada que vai até 29 de março no teatro do Sesc Ginástico, no Rio de Janeiro. A montagem resgata a memória do programa “Os Trapalhões” por meio de cenário circense, humor pastelão e canções da música brasileira.

O espetáculo, dirigido por José Possi Neto e escrito por Marília Toledo, apresenta a história de Aragão e o grupo formado por ele, Dedé Santana, Mussum e Zacarias. Rafael Aragão interpreta Didi Mocó, papel icônico criado por Renato Aragão, enquanto Thales Torres, Rupa Figueira e Vicenthe Delgado dão vida a Dedé, Mussum e Zacarias, respectivamente.

A produção mistura elementos do circo com o estilo humorístico que marcou os Trapalhões nas décadas de 1970 e 1980. A direção aposta na estética colorida e visual alegre para ambientar o público em uma atmosfera que combina diversão e nostalgia.

A trilha sonora original, composta por Marco França e Fernando Suassuna, destaca a origem nordestina de Renato Aragão e seu início no circo. O repertório inclui músicas emblemáticas da música brasileira e clássicos que fizeram parte dos programas e especiais de “Os Trapalhões”.

No musical, há cenas que reproduzem o clipe-paródia de “Terezinha” (Chico Buarque), originalmente exibido com Maria Bethânia, além de personificações de Ney Matogrosso e Roberto Carlos. Alvinho de Pádua interpreta o cantor Ney com “Bambo de bambu”. Arízio Magalhães vive Roberto Carlos, interpretando “Jesus Cristo”.

Ainda no roteiro musical, são apresentadas composições como “Amigos do peito” (Michael Sullivan e Paulo Massadas) e “O que é o que é” (Gonzaguinha), relacionadas à participação de Renato Aragão em campanhas sociais, como a série “Criança Esperança”.

Músicas de Caetano Veloso, como “A filha da Chiquita Bacana”, e de Chico Buarque, como “Piruetas”, também estão presentes. A abertura e o encerramento do espetáculo destacam “O circo”, de Sidney Miller, reforçando a temática circense.

Apesar dos avanços na narrativa, o musical opta por uma abordagem leve ao tratar do conflito financeiro e de ego que causou o afastamento de Renato Aragão dos demais integrantes do grupo nos anos 1980. Essa escolha mantém o tom divertido e acessível ao público, evitando aprofundar temas que poderiam tornar a peça pesada.

“Adorável Trapalhão” funciona como um resgate afetivo da trajetória de Renato Aragão e do legado do quarteto que marcou a televisão brasileira. A peça mistura humor, música e memória para reviver um período importante da cultura popular nacional.

A temporada segue até o dia 29 de março no Sesc Ginástico, no Rio de Janeiro, proporcionando uma oportunidade para que o público relembre e conheça detalhes da história dos Trapalhões por meio do teatro musical.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Vitor Souza

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