Economia

A ofensiva dos Estados Unidos contra o Irã desde 28

A ofensiva dos Estados Unidos contra o Irã desde 28
  • Publishedmarço 14, 2026

A ofensiva dos Estados Unidos contra o Irã desde 28 de fevereiro elevou os preços do petróleo, o que pode prejudicar o presidente Donald Trump nas eleições legislativas de novembro. A guerra aumentou o preço do barril para até US$ 120, tensão que persiste acima de US$ 100, impactando os custos de combustíveis e produtos nos EUA.

O aumento dos preços da gasolina e do diesel tem potencial para elevar a insatisfação do eleitorado americano, segundo pesquisa Ipsos/Reuters. Dois terços dos americanos esperam alta nos valores da gasolina por causa do conflito, e seis em cada dez acreditam que a intervenção militar dos EUA no Irã será longa.

Especialistas apontam que a alta da commodity ocorre em momento desfavorável para Trump, que vinha tentando projetar uma economia forte e energia acessível. O republicano tem buscado conter a alta nos preços, inclusive flexibilizando temporariamente sanções ao petróleo russo e negociando a importação de barris da Venezuela.

O Estreito de Ormuz, rota principal para cerca de 20% do petróleo mundial, está bloqueado pelo Irã, o que tem provocado queda no tráfego marítimo. Esse bloqueio tende a manter a pressão sobre os preços, já que a liberação de reservas estratégicas, feita por países da Agência Internacional de Energia, é uma medida temporária.

A resistência inesperada das forças iranianas complicou os planos americanos, que esperavam uma guerra rápida para substituir o regime do aiatolá por um governo alinhado aos EUA. A estratégia passou a ser reavaliada após ataques a navios no Estreito e a retomada de escalada militar.

Com a situação econômica pressionada pela alta dos combustíveis, economistas alertam que o aumento do petróleo reduz o crescimento do PIB dos EUA e adiciona inflação, o que afeta diretamente a renda disponível das famílias, especialmente nas classes média e baixa. Esse fator é determinante em estados-pêndulo, decisivos para a definição do Congresso.

As eleições legislativas de meio de mandato renovarão as 435 cadeiras da Câmara e 35 do Senado. Atualmente, os republicanos controlam as duas Casas, mas com margens estreitas. A crise desencadeada pela guerra pode intensificar a competição, especialmente no Senado, alterando o equilíbrio político.

A oposição também destaca que Trump havia prometido evitar conflitos externos e que a ampliação da ofensiva contra o Irã pode prejudicar sua credibilidade junto ao eleitor. A complexidade da nova fase do conflito dificulta a compreensão dos eleitores sobre os interesses americanos.

Caso os republicanos percam as maiorias no Congresso, o presidente enfrentaria obstáculos para aprovar pautas importantes, como cortes de impostos e financiamento militar. Além disso, processos de impeachment podem ser iniciados, complicando a gestão nos últimos dois anos do mandato.

A reversão do controle legislativo para os democratas pode afetar ainda indicações judiciais e nomeações no Executivo, o que para Trump representaria um desafio político substancial. O resultado das eleições legislativas também deverá influenciar o cenário para as eleições presidenciais de 2028.

Especialistas destacam que, apesar do cenário atual, a situação no Oriente Médio e os preços do petróleo podem variar até novembro, influenciando a postura do eleitorado. A relação entre custos elevados e punição eleitoral aos governantes é conhecida, mas fatores imprevistos podem mudar o rumo da disputa.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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