Economia

O Banco do Brasil informou ao Tribunal de Contas da

O Banco do Brasil informou ao Tribunal de Contas da
  • Publishedmarço 13, 2026

O Banco do Brasil informou ao Tribunal de Contas da União (TCU) que não possui interesse em assumir o controle do Banco de Brasília (BRB), descartando qualquer intenção de “federalizar” a instituição. O posicionamento foi enviado em ofício na quarta-feira (11), em resposta a um pedido do ministro do TCU Bruno Dantas.

No documento, o Banco do Brasil afirmou que não há estudos, notas técnicas, grupos de trabalho, deliberações internas ou outros atos preparatórios que indiquem uma análise sobre a federalização do BRB. A manifestação ocorre no contexto do pedido feito por Bruno Dantas, que estabeleceu um prazo de 15 dias para que bancos públicos federais e o Ministério da Fazenda esclarecessem se cogitaram essa possibilidade.

Até o momento, além do Banco do Brasil, outros órgãos ainda não apresentaram respostas ao TCU. O caso surge após o BRB enfrentar problemas financeiros devido a transações consideradas irregulares com o Banco Master, investigadas pela Polícia Federal na operação Compliance Zero, iniciada em novembro de 2025.

Essas dificuldades têm levado o BRB a buscar recompor seu patrimônio. Paralelamente, surgiram rumores sobre a possibilidade de que instituições federais adquiram o banco, o que deslocaria o governo do Distrito Federal da posição de acionista controlador.

A iniciativa para colher informações sobre o tema partiu do subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado. Além do Banco do Brasil, o TCU solicitou respostas da Caixa Econômica Federal, do BNDES e do Ministério da Fazenda.

No despacho, Bruno Dantas destacou a relevância da apuração diante dos valores envolvidos e dos potenciais impactos no patrimônio público federal. O ministro ressaltou que operações desse tipo, que envolvem reestruturação bancária, aquisição de ativos ou capitalizações, costumam ser conduzidas por etapas e muitas vezes sob sigilo.

Dantas também apontou que, até o momento, não há nenhum ato administrativo da União que evidencie a intenção formal do governo federal em assumir o controle do BRB, conforme observado no processo.

Entretanto, em entrevista concedida em 25 de fevereiro, Rogério Ceron, secretário do Tesouro e presidente do Conselho de Administração da Caixa, afirmou que o banco acompanha a situação do BRB e vê uma possível “oportunidade de negócio”.

O TCU pediu informações específicas a cada órgão consultado. Para o Banco do Brasil e a Caixa, foi solicitada a apresentação de estudos, notas técnicas, grupos de trabalho, deliberações internas ou atos preparatórios referentes a possíveis aquisições, participações societárias, operações de crédito ou modelagem de absorção/federalização do BRB.

Ao BNDES, o tribunal pediu eventuais pleitos, consultas ou demandas vinculadas à estruturação de garantias, modelagens ou linhas de financiamento relacionadas ao saneamento financeiro do BRB.

Ao Ministério da Fazenda e suas áreas vinculadas, incluindo o Tesouro Nacional, foi solicitado o envio de informações sobre iniciativas, grupos de trabalho, notas técnicas, despachos ou tratativas acerca de alternativas para o BRB, além de eventuais estimativas preliminares de impacto fiscal para a União caso haja assunção de responsabilidades.

O prazo para as entidades responderem ao TCU ainda está aberto. As informações coletadas irão compor a análise do tribunal sobre as condições e riscos envolvidos na possível federalização do Banco de Brasília.

Palavras-chave: Banco do Brasil, Banco de Brasília, BRB, federalização, Tribunal de Contas da União, TCU, operação Compliance Zero, Banco Master, Ministério da Fazenda, Caixa Econômica Federal, BNDES, patrimônio público, ações judiciais, reestruturação bancária, investigações Polícia Federal.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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