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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e líderes

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e líderes
  • Publishedmarço 13, 2026

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e líderes da União Europeia criticaram a decisão dos Estados Unidos de relaxar suas sanções contra o petróleo da Rússia nesta sexta-feira (13).

Entenda a medida da pelos Estados Unidos

Guerra no Oriente Médio: Agência Internacional de Energia a maior liberação de reservas de petróleo da história

Jornal Nacional/ Reprodução

A licença, emitida pelo Departamento do Tesouro nesta quinta-feira (12), permite a comercialização até 11 de abril de cargas de petróleo bruto e derivados russos que tenham sido embarcadas em navios antes das 00h01 do dia 12 de março.

A medida libera para o mercado cerca de 100 milhões de barris de petróleo russo, segundo afirmou nesta sexta-feira (13) Kirill Dmitriev, enviado do Kremlin para assuntos econômicos.

Esse volume corresponde a aproximadamente um dia da demanda mundial por petróleo, estimada em torno de 100 milhões de barris diários, e pode ajudar a aliviar temporariamente a pressão sobre os preços internacionais.

🔎A decisão representa a primeira flexibilização das sanções dos EUA contra a Rússia desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, quando o governo americano e países aliados passaram a limitar as vendas de energia da Rússia para pressionar o governo de Vladimir Putin.

🛢️Naquele ano, empresas americanas foram proibidas de comprar petróleo da Rússia. Meses depois, a União Europeia — que comprava cerca de 20% do petróleo russo exportado — também reduziu importações, em uma das principais medidas econômicas adotadas contra Moscou.

O anúncio ocorre em um momento de forte tensão nos mercados de energia. O petróleo do tipo Brent, referência internacional, ultrapassou US$ 100 por barril, atingindo o nível mais alto em quase quatro anos, depois que ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e a resposta de Teerã aumentaram os riscos para o transporte marítimo no Oriente Médio.

O conflito afetou especialmente o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo. A ameaça iraniana de bloquear embarques na região elevou o temor de interrupções no fornecimento global, impulsionando os preços da energia.

Em publicação na rede X, ele afirmou que a decisão não deve gerar “benefício financeiro significativo” para o governo russo, já que Moscou arrecada a maior parte dos impostos sobre o petróleo no momento da extração.

Mesmo assim, o gesto é visto por analistas como um sinal político relevante em meio às tensões geopolíticas. O presidente Donald Trump vinha indicando que poderia flexibilizar algumas restrições à energia russa para conter a disparada dos preços e evitar um choque mais amplo na economia global.

A decisão também ocorre poucos dias depois de Washington conceder uma autorização específica para que a Índia comprasse petróleo russo retido no mar, ajudando o país asiático a compensar perdas de fornecimento provenientes do Oriente Médio.

Para Moscou, o anúncio representa um reconhecimento da importância do petróleo russo para o equilíbrio do mercado mundial. “Sem o petróleo russo, o mercado global de energia não pode permanecer estável”, afirmou Dmitriev em uma publicação no Telegram.

Outro porta-voz do governo russo, Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou nesta sexta que o país vê a isenção das sanções como uma tentativa de Washington de estabilizar os mercados globais de energia, e os dois países têm um interesse comum nisso.

“Vemos ações dos EUA com o objetivo de tentar estabilizar os mercados de energia. Nesse aspecto, nossos interesses coincidem”, disse ele.

Rússia virou alvo de sanções após guerra com Ucrânia

A Rússia se tornou alvo de uma ampla rodada de sanções ocidentais desde fevereiro de 2022, quando invadiu a Ucrânia. Estados Unidos, União Europeia e aliados impuseram restrições ao comércio de petróleo russo, incluindo proibições de importação, limites de preço e obstáculos ao financiamento e seguro de embarques.

✈️🛢️ Essas medidas reduziram parte das exportações russas para países ocidentais, mas Moscou conseguiu redirecionar grande parte do petróleo para mercados asiáticos, especialmente Índia e China, frequentemente com desconto em relação ao preço internacional.

Com a intensificação das tensões que culminaram no início da guerra no Oriente Médio, parte do petróleo russo já havia sido embarcada em navios e estava a caminho de compradores.

Diante da instabilidade no mercado e de restrições comerciais, alguns desses carregamentos acabaram ficando temporariamente parados no mar, aguardando novos compradores ou autorizações para serem comercializados.

No mercado de energia, esse tipo de situação é conhecido como “armazenamento flutuante”, quando o petróleo permanece estocado em petroleiros no mar até que surja um destino para a carga.

Além da flexibilização sobre o petróleo russo, o governo americano u outras medidas para conter a alta da energia, incluindo a liberação de 172 milhões de barris da reserva estratégica de petróleo dos EUA e a possibilidade de escolta naval para navios petroleiros no Golfo.

Alívio limitado no mercado

Além da licença para venda do petróleo russo, os Estados Unidos também ram a liberação de 172 milhões de barris de sua reserva estratégica, em uma tentativa de conter a escalada dos preços.

As medidas fazem parte de um esforço mais amplo da Agência Internacional de Energia (AIE), formada por 32 países, que u um plano de liberação de até 400 milhões de barris de petróleo para estabilizar o mercado global.

Mesmo assim, investidores continuam preocupados com a possibilidade de interrupções prolongadas no fornecimento de petróleo do Oriente Médio.

“As notícias estão chegando ao mercado como água de uma mangueira de incêndio, o que está impactando o preço do petróleo e, consequentemente, os mercados financeiros”, disse Mitch Reznick, chefe do grupo de renda fixa da Federated Hermes.

Os ataques a navios no Estreito de Ormuz

Kayan Albertin / Arte g1

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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