A Cargill suspendeu a exportação de soja do Brasil para

A Cargill suspendeu a exportação de soja do Brasil para a China na última sexta-feira (6) devido a mudanças na inspeção fitossanitária adotadas pelo Ministério da Agricultura do Brasil. A alteração, solicitada pelo governo chinês, tornou a fiscalização mais rigorosa e tem dificultado a emissão dos certificados necessários para o embarque do produto.
O presidente da Cargill no Brasil e do Negócio Agrícola na América Latina, Paulo Sousa, afirmou à Reuters que o novo sistema de inspeção, implementado no início da semana passada, exige que o próprio ministério realize a amostragem da soja, e não mais uma amostra padrão usada pelo mercado. Essa mudança tem provocado discrepâncias na avaliação da qualidade do grão.
Sem a emissão dos certificados fitossanitários pelo ministério, as cargas não têm recebido autorização para serem descarregadas na China, principal mercado consumidor da soja brasileira. Devido a essa situação, alguns navios com destino à China estão sendo desviados para outros portos.
Paulo Sousa alertou que, se a questão não for resolvida rapidamente, pode ocorrer uma paralisação total dos embarques de soja para o país asiático. Ele reafirmou que, diante das dificuldades na exportação, a Cargill também suspendeu a compra de soja no mercado interno brasileiro.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, está em diálogo com entidades representativas do setor, como a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), para buscar um acordo sobre a forma adequada de realizar a amostragem e classificação da soja.
Postagens de corretores de grãos e agricultores no X indicaram redução significativa na negociação da soja local, refletindo a insegurança gerada pelas mudanças na inspeção.
A China é o destino de cerca de 80% da soja exportada pelo Brasil, que é o maior produtor e exportador mundial dessa oleaginosa. A interrupção dos embarques pode impactar significativamente a cadeia produtiva brasileira.
Até o momento, o Ministério da Agricultura não respondeu ao pedido de comentário sobre o tema.
A Anec divulgou nota afirmando que os exportadores estão preocupados com a adaptação das operações ao novo sistema de inspeção, especialmente durante o período de pico das exportações. A associação informou que mantém diálogo com o ministério e acompanha a evolução das discussões junto às autoridades competentes.
Negociações para solucionar o impasse ainda estão em andamento, mas nenhuma solução definitiva foi apresentada.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com