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O dólar abriu o dia 12 de março acompanhando a divulgação da inflação no Brasil, dados econômicos dos Estados Unidos e o avanço do preço do petróleo no mercado internacional. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começou a ser negociado às 10h.
No Brasil, o IPCA de fevereiro despertou atenção por indicar uma alta esperada de 0,6% em relação a janeiro, elevando a inflação anual para 3,77%. Esses dados influenciam as expectativas sobre política monetária e impacto no câmbio.
Nos Estados Unidos, investidores analisam resultados da balança comercial e o número de novos pedidos de seguro-desemprego, projetado em torno de 215 mil, valor similar ao da semana anterior. Esses indicadores ajudam a traçar o panorama econômico do país.
No panorama internacional, o preço do petróleo subiu próximo aos US$ 100 o barril após ataques a petroleiros em águas do Iraque. O incidente aumentou preocupações sobre possíveis interrupções no transporte e abastecimento global da commodity.
No dia anterior, a Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou a liberação de 400 milhões de barris da reserva estratégica para conter os efeitos do conflito no Oriente Médio. O Irã, por sua vez, declarou que o mundo deve se preparar para preços do petróleo a US$ 200 por barril, após os ataques a navios mercantes registrados na quarta-feira.
O cenário global segue marcado pela tensão no Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio de petróleo. Autoridades militares iranianas alertaram sobre os riscos de elevação nos preços da commodity. Intelligence dos Estados Unidos detectou planos do Irã para instalação de minas navais na região.
Durante a quarta-feira, ocorreu o 13º ataque a embarcações perto do estreito. O petróleo Brent subiu 5%, cotado a US$ 92,19, enquanto o WTI teve alta semelhante, atingindo US$ 87,62 por barril.
Economistas apontam que a principal estratégia dos governos deve ser garantir o fluxo do petróleo pelo Estreito ou por rotas alternativas. A liberação de estoques pode reduzir a pressão imediata, mas não resolve o problema se o conflito persistir.
A Alemanha informou que também pretende liberar reservas de petróleo a pedido da AIE, que busca a participação dos países membros para contrabalançar o impacto no mercado.
No âmbito doméstico, uma pesquisa Genial/Quaest mostrou cenários eleitorais com vantagem do presidente Lula em dois turnos, mas empate técnico em cinco situações com o senador Flávio Bolsonaro. As intenções de voto para Lula variam entre 36% e 39%, enquanto Flávio Bolsonaro figura entre 30% e 35%.
No segundo turno, pela primeira vez, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados numericamente, ambos com 41%. Além desses, foram mapeados outros pré-candidatos, como Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite.
No campo financeiro global, os mercados operaram com cautela diante da instabilidade causada pelo confronto no Oriente Médio e seus potenciais efeitos nos preços da energia e no crescimento econômico.
Em Wall Street, houve reação mista: Dow Jones recuou 0,61%, S&P 500 caiu 0,08% e Nasdaq Composite subiu 0,08%. Na Europa, prevaleceu pessimismo, com queda de índices como DAX (-1,37%), CAC 40 (-0,19%) e FTSE 100 (-0,56%). O STOXX 600 teve baixa de 0,59%.
Na Ásia, o cenário misto se manteve. O Hang Seng de Hong Kong caiu 0,2%, enquanto a bolsa de Xangai subiu 0,3%. O Nikkei 225, do Japão, avançou 1,4%, assim como o Kospi da Coreia do Sul, que também cresceu 1,4% após oscilações positivas durante o pregão.
Os movimentos do dólar e do Ibovespa refletem a convergência de fatores econômicos internos e externos, destacando a influência das variáveis globais sobre o mercado brasileiro. A atenção segue voltada para os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e suas consequências para a economia mundial.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com