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Japão e Alemanha anunciaram nesta quarta-feira (11) a liberação parcial de suas reservas estratégicas de petróleo para conter a alta dos preços da gasolina e de outros combustíveis, provocada pelo bloqueio no Estreito de Ormuz, região afetada por ataques a navios e responsável por 20% do tráfego mundial de petróleo e gás natural liquefeito. A medida visa reduzir os impactos do conflito no Oriente Médio sobre o mercado global de energia.
O preço do petróleo voltou a subir nesta quarta-feira após o anúncio das dificuldades no Estreito de Ormuz. O barril do West Texas Intermediate (WTI) alcançou quase 88 dólares, alta de aproximadamente 6%, enquanto o petróleo Brent do Mar do Norte foi cotado a mais de 92 dólares, com valorização de 5%. O aumento nos preços pressiona a política de preços da Petrobras no Brasil e contribui para o aumento da inflação.
O governo alemão confirmou, por meio de uma fonte à AFP, que Berlim adotará uma postura semelhante à do Japão, liberando parte das suas reservas, embora detalhes sobre a quantidade e o cronograma não tenham sido divulgados. O ministro francês da Economia, Roland Lescure, afirmou que as decisões sobre a liberação de reservas são resultado de uma reflexão coordenada entre os países do G7, grupo do qual Japão e Alemanha fazem parte.
Os líderes do G7 devem discutir o tema em uma videoconferência prevista para esta quarta-feira, com o objetivo de alinhar ações diante das perturbações no mercado energético provocadas pelo Oriente Médio. Em paralelo, a Agência Internacional de Energia (AIE) propôs a maior liberação de reservas de petróleo de sua história para tentar conter os preços elevados.
Segundo reportagem do Wall Street Journal, a proposta da AIE prevê a injeção de volumes superiores aos 182 milhões de barris de petróleo que foram disponibilizados pelos países membros em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Essa decisão foi discutida em uma reunião de emergência entre representantes dos 32 países membros da agência, que deve concluir a deliberação ainda nesta quarta-feira.
A liberação de reservas de petróleo surge como uma resposta emergencial para garantir a estabilidade do mercado global de combustíveis e minimizar os impactos econômicos desencadeados pelo conflito na região do Oriente Médio. A continuidade da intervenção dependerá das circunstâncias no Estreito de Ormuz e da evolução dos preços no mercado internacional.
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Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com