O valor da cesta básica aumentou em 14 capitais brasileiras

O valor da cesta básica aumentou em 14 capitais brasileiras e caiu em outras 13 entre janeiro e fevereiro de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na segunda-feira (9). O estudo apontou que o aumento ocorreu principalmente em cidades do Nordeste, enquanto os menores preços foram registrados em capitais do Norte e Nordeste.
As maiores altas foram registradas em Natal (3,52%), João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%), Vitória (1,79%), Rio de Janeiro (1,15%) e Teresina (1,07%). São Paulo continuou a ser a capital com o maior custo médio da cesta básica, com preço de R$ 852,87, seguida por Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77).
Nas capitais das regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta básica é diferente das demais regiões, os menores valores foram observados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69), Maceió (R$ 603,92) e Recife (R$ 611,98).
O preço da carne bovina de primeira aumentou em 20 cidades, com variações entre 0,14% em Brasília e 2,93% em Rio Branco. Em sete capitais, o preço da carne caiu, destacando-se Manaus com queda de 1,33%. A valorização da carne foi influenciada pela menor disponibilidade de animais prontos para o abate e pelo bom desempenho das exportações.
O preço do feijão subiu em 26 capitais. O grão preto, pesquisado nas cidades do Sul, Rio de Janeiro e Vitória, registrou aumentos que variaram de 1,38% em Florianópolis a 13,83% em Vitória. Já o feijão carioca, coletado nas demais capitais, teve queda menor, sendo a única registrada em Boa Vista (-2,41%).
Entre os produtos que ficaram mais baratos, o café em pó apresentou redução em 21 cidades entre janeiro e fevereiro. As maiores quedas foram em Florianópolis (-4,30%) e Cuiabá (-3,86%). Em Brasília, o preço do café se manteve estável, enquanto Macapá teve aumento de 3,59%. A perspectiva de safra recorde e a redução nas exportações explicam essa redução nos preços do café no varejo.
O óleo de soja apresentou queda de preço em 26 capitais, com variações entre -7,05% em Boa Vista e -0,27% em Brasília. Em São Luís, o preço permaneceu estável no período.
O arroz agulhinha diminuiu de preço em 16 cidades, com as maiores quedas em Curitiba (-7,40%), Salvador (-7,09%) e Vitória (-5,11%). Por outro lado, nove capitais registraram aumento nos valores, com destaque para Florianópolis (3,53%). Em Rio Branco e São Luís, os preços ficaram estáveis. A queda nos preços está associada a estoques mais ajustados e a uma postura cautelosa dos vendedores.
O leite integral também apresentou queda em 15 capitais. As maiores reduções foram em Rio Branco (-4,78%), Cuiabá (-3,60%) e Campo Grande (-3,40%). Manaus e São Luís mantiveram os preços estáveis, enquanto outras 10 capitais tiveram alta, com Curitiba registrando o maior aumento, de 2,28%. A entrada de importados, mesmo com o início da entressafra, contribuiu para a diminuição dos preços no varejo.
A variação nos preços dos alimentos reflete fatores como oferta, demanda, estoques e contexto internacional, incluindo impactos decorrentes da guerra no Oriente Médio, que pode influenciar os custos agrícolas e alimentos no país.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com