A Volkswagen anunciou nesta terça-feira (10) que seu

A Volkswagen anunciou nesta terça-feira (10) que seu lucro operacional em 2025 caiu mais da metade, atingindo 8,9 bilhões de euros, impactado por tarifas comerciais dos Estados Unidos e pela perda de participação no mercado chinês. A montadora divulgou também previsões de recuperação limitada para os próximos anos, diante de um cenário de dificuldades globais e ajustes estratégicos.
A maior fabricante de automóveis da Europa enfrentou custos elevados devido às tarifas impostas pelos EUA, que afetaram sua competitividade e margens de lucro. No maior mercado automotivo do mundo, a China, a concorrência local reduziu a participação da Volkswagen, agravando o quadro financeiro. A receita do grupo permaneceu em 322 bilhões de euros, praticamente estável em relação ao ano anterior.
Em 2025, a margem operacional da companhia caiu para 2,8%, ante 5,9% registrados em 2024. A previsão para 2026 indica uma faixa entre 4% e 5,5%, ainda abaixo do desempenho anterior. Analistas consultados estimam uma margem de 5,2% para este ano, na parte superior do intervalo projetado pela empresa.
O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que aguardava lucro operacional de 9,4 bilhões de euros. Além das tarifas, a Volkswagen enfrentou custos significativos por conta de mudanças na estratégia da Porsche, parte do grupo, que interrompeu sua transição para veículos elétricos após identificar queda na demanda. O lucro operacional da Porsche caiu 98%, para 90 milhões de euros no período.
O presidente-executivo Oliver Blume destacou que a empresa opera em condições desafiadoras e precisa adaptar suas operações. O diretor financeiro, Arno Antlitz, afirmou que os lançamentos de novos produtos e as medidas de reestruturação adotadas em 2025 fortaleceram o grupo, mas ressaltou que a margem operacional ajustada de 4,6% ainda não é adequada para o longo prazo. Ele afirmou que a companhia continuará implementando rigorosas ações de redução de custos.
Apesar do desempenho fraco no lucro, o fluxo de caixa líquido de 2025 foi positivo em 6 bilhões de euros, superando previsões iniciais próximas de zero. Esse resultado gerou reação mista, impulsionando as ações da empresa, mas também gerando críticas dos sindicatos, que contestam os cortes de empregos em curso.
O grupo planeja extinguir cerca de 50 mil vagas na Alemanha até 2030 como parte de um amplo programa de reestruturação. Entre as medidas está o ajuste nas operações da Porsche, que viu seu lucro quase desaparecer no último ano.
A Volkswagen mantém a expectativa de crescimento limitado para 2026, entre 0% e 3% na receita, alinhada ao cenário de desafios globais e adaptação estratégica. A empresa busca, assim, reforçar sua resistência frente às pressões comerciais, concorrência internacional e transformação da indústria automotiva.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com