Os preços do petróleo caíram na terça-feira (10) após o

Os preços do petróleo caíram na terça-feira (10) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que a guerra no Oriente Médio está praticamente concluída, diminuindo a preocupação dos mercados com possíveis interrupções no fornecimento global. A declaração ocorreu após a alta recorde dos preços na segunda-feira (9), elevando o Brent acima de US$ 100 por barril pela primeira vez em mais de três anos.
Os contratos futuros do Brent recuaram US$ 6,28, ou 6,3%, para US$ 92,68 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) perdeu US$ 6,19, ou 6,5%, chegando a US$ 88,58 por barril no início da sessão. Pouco depois, por volta das 7h24 (horário de Brasília), o Brent caiu 7,44%, a US$ 91,60, e o WTI recuou 6,84%, para US$ 88,29. Ambos os contratos chegaram a cair até 11% durante o pregão antes de reduzir parte das perdas.
Na segunda-feira, o petróleo Brent atingiu seu nível mais alto desde meados de 2022, ultrapassando a marca dos US$ 100 por barril. Na entrevista concedida à CBS News, Trump disse acreditar que o conflito contra o Irã está “praticamente concluído” e que os Estados Unidos estão “muito à frente” do prazo inicial estimado para o fim da guerra, que era de quatro a cinco semanas.
Os comentários do ex-presidente americano tiveram impacto imediato nos mercados. Suvro Sarkar, líder da equipe de energia do DBS Bank, avaliou que as falas de Trump acalmaram os investidores, reduzindo parte da euforia dos preços no dia anterior. Contudo, ele alertou que o mercado pode estar subestimando riscos, pois referências regionais como o petróleo Murban e Dubai ainda estão cotadas acima de US$ 100 por barril.
Em reação às declarações de Trump, o comandante do Islamic Revolutionary Guard Corps (Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica), do Irã, afirmou que Teerã “determinará o fim da guerra” e advertiu que não permitirá a exportação “de um litro de petróleo” da região se os ataques dos Estados Unidos e Israel continuarem. A declaração foi divulgada pela mídia estatal iraniana nesta terça-feira, reforçando a tensão na região.
Além dos comentários sobre o possível fim do conflito, o mercado também monitorava a possibilidade de os EUA amenizarem sanções contra o petróleo russo e liberarem estoques estratégicos. Fontes ouvidas pela agência associam essas medidas a um pacote para conter os preços internacionais do petróleo, vista como uma tentativa de aumentar a oferta e pressionar os valores para baixo.
Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova, comentou que a convergência das discussões para flexibilizar sanções ao petróleo russo, as declarações de Trump e a possibilidade de liberação das reservas estratégicas pelos países do G7 indicam que “mais barris devem chegar ao mercado”. Na segunda-feira, o G7 declarou estar preparado para “adotar as medidas necessárias” para conter a alta dos preços globais do petróleo, embora ainda não tenha confirmado a liberação formal de estoques emergenciais.
O movimento observado na terça-feira sinaliza uma resposta imediata dos mercados às perspectivas de fim da guerra e ao aumento da oferta de petróleo. No entanto, a volatilidade permanece, dada a instabilidade política e geopolítica na região do Oriente Médio e as possíveis restrições econômicas ainda vigentes.
Os preços do petróleo seguem em destaque no cenário internacional, influenciados por fatores ligados à guerra, sanções econômicas, políticas energéticas dos países produtores e decisões dos grandes blocos econômicos.
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Fonte: g1.globo.com
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