Economia

O preço do petróleo disparou na manhã de segunda-feira (9)

O preço do petróleo disparou na manhã de segunda-feira (9)
  • Publishedmarço 10, 2026

O preço do petróleo disparou na manhã de segunda-feira (9) diante do temor de que a guerra no Oriente Médio se prolongasse, mas recuou no fim do dia após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sinalizaram uma possível resolução rápida do conflito. As cotações reagiram com alta expressiva no começo do dia, mas perderam força após Trump afirmar que a guerra está “praticamente concluída” e que medidas para conter os preços já estão sendo estudadas.

Os contratos futuros do petróleo WTI, referência dos EUA, chegaram a subir 30%, alcançando US$ 119,48 por barril, enquanto o Brent, referência internacional, superou os US$ 119, valores não vistos desde 2022. No entanto, por volta das 18h, os preços recuaram para cerca de US$ 88 por barril, após Trump afirmar em entrevista à CBS News que o conflito pode terminar em breve. Segundo o presidente, o Irã já perdeu recursos militares importantes, como sua Marinha, comunicações e Força Aérea.

Durante uma entrevista coletiva, Trump indicou que o governo pode agir para reduzir o impacto da alta do petróleo em três frentes: aliviar sanções sobre o petróleo, assumir o controle do Estreito de Ormuz e utilizar o petróleo venezuelano. O presidente mencionou que foram enviadas cerca de 100 milhões de barris de petróleo da Venezuela para refinarias em Houston, no Texas, e que outros 100 milhões devem seguir para os Estados Unidos.

A preocupação da Casa Branca com o aumento dos preços do petróleo tem relação direta com o impacto econômico para empresas e consumidores americanos. As eleições legislativas estão marcadas para novembro, e aliados republicanos esperam manter o controle do Congresso. Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira indica que 67% dos americanos acreditam que os preços da gasolina vão subir no próximo ano devido à guerra.

Além disso, fontes ouvidas pela Reuters afirmam que Trump avalia a possibilidade de aliviar sanções ao petróleo russo e liberar estoques emergenciais para conter a alta dos preços globais. Na segunda-feira, o presidente americano manteve uma ligação de cerca de uma hora com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para discutir os conflitos no Irã e na Ucrânia. O Kremlin declarou que a conversa foi construtiva e que Putin apresentou propostas para encerrar rapidamente o conflito no Irã.

Segundo relatos, o alívio das sanções ao petróleo russo poderia permitir que certos países comprassem petróleo sem risco de punições dos Estados Unidos. Recentemente, o governo Trump autorizou temporariamente a Índia a adquirir determinados carregamentos de petróleo russo, ajudando a compensar a perda de fornecimento decorrente da crise no Oriente Médio.

Entre os analistas e representantes da indústria americana, há consenso de que a Casa Branca dispõe de poucas opções eficazes para conter rapidamente a alta dos preços do petróleo. Uma alternativa viável seria restabelecer o fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, passagem marítima entre Irã e Omã responsável por cerca de 20% do petróleo mundial. O Irã afirma que essa rota está bloqueada desde a semana passada e ameaça atacar navios que tentem passar pelo local, embora os Estados Unidos neguem o bloqueio. Mesmo assim, o tráfego de embarcações diminuiu.

Na noite de segunda-feira, Trump publicou em rede social uma mensagem afirmando que os Estados Unidos atuariam com força vinte vezes maior caso o Irã bloqueie o Estreito de Ormuz. Ele advertiu que o país seria alvo de ataques que tornariam “virtualmente impossível” sua reconstrução enquanto nação, mas declarou esperar que isso não ocorra.

O episódio demonstra a volatilidade dos mercados de petróleo diante da instabilidade no Oriente Médio e das declarações políticas dos Estados Unidos. Enquanto o preço da commodity pode subir rapidamente com temores de conflito prolongado, o mercado reage imediatamente a sinais de resolução ou medidas governamentais para conter a alta.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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