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A Anthropic processou o governo Donald Trump nesta

A Anthropic processou o governo Donald Trump nesta
  • Publishedmarço 9, 2026

A Anthropic processou o governo Donald Trump nesta segunda-feira (9), buscando reverter a classificação da empresa como “risco à cadeia de suprimentos” feita pelo Pentágono. A empresa de inteligência artificial contesta judicialmente a designação, que foi anunciada na semana anterior, devido à negativa da Anthropic em permitir o uso militar irrestrito de sua tecnologia.

A companhia entrou com duas ações judiciais: uma em tribunal federal da Califórnia e outra no tribunal federal de apelações em Washington, D.C. Cada processo aborda aspectos diferentes das medidas adotadas pelo Departamento de Defesa contra a Anthropic.

Na última semana, o Pentágono usou essa designação para restringir a atuação da empresa em contratos militares, alegando preocupações sobre o uso da tecnologia da Anthropic em operações de guerra. Fontes indicam que essa é a primeira vez que o governo federal aplica tal classificação contra uma empresa americana.

O processo da Anthropic argumenta que a ação do governo é “sem precedentes e ilegal” e que viola a Constituição ao punir a empresa por seu discurso protegido. A empresa afirma que não há lei federal que sustente as medidas adotadas e pede que o Judiciário interrompa o que classifica como uma campanha de retaliação do Executivo.

A Anthropic afirma que estabelece limites ao uso de sua tecnologia para impedir aplicações como vigilância em massa de cidadãos americanos e o desenvolvimento de armas totalmente autônomas. A empresa destaca que essas restrições seriam o motivo da reação do governo Trump.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, e outras autoridades do Pentágono exigiram que a Anthropic permitisse “todos os usos legais” de seu chatbot Claude e advertiram sobre possíveis punições caso a empresa não cumprisse a orientação.

Com a designação de risco à cadeia de suprimentos, a Anthropic fica impedida de realizar trabalhos relacionados à defesa nacional, utilizando uma autoridade criada para proteger sistemas de segurança contra intervenções de adversários estrangeiros.

O presidente Donald Trump confirmou que ordenará a suspensão do uso do Claude por agências federais, mas autorizou um prazo de seis meses para que o Pentágono elimine gradualmente a tecnologia de seus sistemas militares, que incluem componentes usados na guerra contra o Irã.

Mesmo recorrendo ao Judiciário, a Anthropic busca esclarecer que a penalidade afeta somente o uso do Claude em contratos militares específicos, sem impacto direto em outras empresas ou órgãos governamentais que utilizam a ferramenta para programação e outras atividades.

Essa distinção é importante para a empresa, cuja receita prevista para este ano é de US$ 14 bilhões, proveniente majoritariamente de clientes corporativos e governamentais que pagam pela tecnologia. Mais de 500 clientes desembolsam pelo menos US$ 1 milhão ao ano para usar o Claude, que está avaliado em até US$ 380 bilhões segundo investidores.

A disputa judicial entre a Anthropic e o governo Trump marca um capítulo importante na definição dos limites do controle estatal sobre tecnologias de inteligência artificial, especialmente no que diz respeito ao equilíbrio entre segurança nacional e liberdade corporativa.

Palavras-chave relacionadas: Anthropic, governo Trump, Pentágono, risco à cadeia de suprimentos, inteligência artificial, Claude chatbot, segurança nacional, processo judicial, tecnologia militar, AI, restrição de uso, defesa dos EUA, regulamentação, vigilância, armas autônomas.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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