Economia

O Brasil encerrou 2025 com crescimento do PIB

O Brasil encerrou 2025 com crescimento do PIB
  • Publishedmarço 4, 2026

O Brasil encerrou 2025 com crescimento do PIB em 2,3%, desemprego no menor nível da história e renda média recorde, mas o endividamento dos brasileiros permanece elevado, especialmente nas dívidas de cartão de crédito. Dados da Recovery mostram que 19 milhões de brasileiros tinham dívidas no cartão em 2025, mantendo essa modalidade como a principal fonte de inadimplência no país.

A pesquisa da Recovery abrange 34 milhões de brasileiros com dívidas sob gestão, totalizando mais de 80 milhões de débitos em atraso no ano passado. Foram registrados seis milhões de renegociações convertidas em acordos. A maioria dos débitos está relacionada a pessoas físicas, com apenas 193 mil registros de origem empresarial.

A distribuição regional evidencia a concentração de endividados em grandes estados. São Paulo lidera com cerca de 4,4 milhões de inadimplentes no cartão de crédito, seguido pelo Rio de Janeiro, com 2,4 milhões, e Bahia, com aproximadamente 1,4 milhão. Em relação a outras modalidades de crédito, as dívidas com empréstimos e cheque especial aumentaram 7%, passando de 12,7 milhões para 13,5 milhões de registros em 2025.

No grupo de empréstimos e cheque especial, as maiores concentrações estão no Sudeste: São Paulo com 3,8 milhões, Rio de Janeiro com 1,6 milhão e Minas Gerais com 1,2 milhão de débitos. O cenário de maior inadimplência ocorre em meio a um ambiente econômico de juros elevados e inflação ainda presente.

Em 2025, a taxa básica de juros (Selic) foi elevada pelo Banco Central em 2,25 pontos percentuais, alcançando 15% ao ano, patamar mais alto em quase 20 anos. O aumento torna o crédito mais caro, impactando diretamente o custo do rotativo do cartão de crédito, parcelamentos e empréstimos, o que dificulta a organização financeira dos devedores em atraso.

A inflação oficial, medida pelo IPCA, fechou o ano em 4,26%, com menor ritmo de reajuste de preços desde 2018, mas isso não se traduziu em redução generalizada dos custos para as famílias. O consumo das famílias cresceu apenas 1,3% em 2025, abaixo dos 5,1% registrados no ano anterior, com as compras baseadas quase exclusivamente na renda do trabalho, sem estímulos econômicos adicionais.

Com esses fatores, o cartão de crédito tem sido usado como uma solução emergencial para o fechamento do orçamento mensal, porém pode gerar dívidas de longo prazo devido aos juros elevados e atrasos. Helena Passos, head de Dados e Planejamento da Recovery, observa que 2026 será um ano decisivo para a reconstrução financeira de milhões de brasileiros endividados.

Ela destaca a necessidade de maior atenção à educação financeira, renegociação de dívidas com responsabilidade e políticas que incentivem o acesso consciente ao crédito, a fim de evitar o ciclo do superendividamento. Passos também ressalta a crescente digitalização do mercado de cobrança, com 77% das negociações realizadas por meio de canais digitais na Recovery.

O panorama evidencia a complexidade da situação financeira das famílias brasileiras, que ainda enfrentam desafios para equilibrar o orçamento mesmo com indicadores econômicos positivos. A análise reforça a importância de medidas que apoiem a gestão das dívidas e o controle financeiro a longo prazo.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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