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A Petrobras afirmou nesta segunda-feira (2) que suas

A Petrobras afirmou nesta segunda-feira (2) que suas
  • Publishedmarço 2, 2026

A Petrobras afirmou nesta segunda-feira (2) que suas operações permanecem seguras e sem risco de desabastecimento, mesmo diante da escalada da guerra no Oriente Médio e do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, que ameaça rotas estratégicas de exportação de petróleo. A empresa ressaltou que mantém rotas alternativas para importação e exportação, garantindo custos competitivos.

Segundo a estatal, a maior parte das importações ocorre fora da região em conflito e as poucas rotas afetadas podem ser redirecionadas, descartando, por enquanto, qualquer interrupção nas operações comerciais. A Petrobras comunicou que acompanha o cenário internacional e está preparada para manter o fornecimento nacional.

Apesar da avaliação da companhia, o setor de combustíveis no Brasil observa possibilidade de aumento nos preços internos. O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, indicou que a Petrobras deve aguardar a estabilização do conflito antes de ajustar valores, mas afirmou que refinarias privadas provavelmente antecipam elevação nos preços.

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã ocorreu em resposta à morte do aiatolá Ali Khamenei. O país ameaçou atacar qualquer navio que tente passar pela passagem, considerada uma das rotas mais importantes para o transporte global de petróleo. A área conecta grandes produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.

O bloqueio dessa via representa potencial interrupção de cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo bruto, elevando a pressão sobre os preços internacionais. Em reação à crise, os preços do petróleo chegaram a subir até 13% nos mercados globais, ultrapassando US$ 82 por barril, maior valor registrado desde janeiro de 2025.

Para Sérgio Araújo, no entanto, o risco do fechamento do estreito já estaria incorporado nos preços atuais. Ele argumenta que a confirmação da ameaça iraniana não deve provocar aumento adicional expressivo. “O conflito pode durar algumas semanas ou meses”, disse, prevendo que o preço do barril deverá oscilar próximo a US$ 80, sem regressão aos níveis anteriores de US$ 60 a 65.

A expectativa no setor é que a situação permaneça instável até que haja definição sobre a continuidade ou resolução da tensão entre Irã e demais participantes da rota petrolífera. Enquanto isso, a Petrobras mantém sua estratégia de segurança nas operações e monitora o cenário para evitar impactos no abastecimento do país.

A conjuntura internacional impõe desafios à cadeia energética nacional, que busca equilibrar a oferta e a estabilidade dos preços para consumidores e empresas, reduzindo efeitos da guerra geopolítica sobre o mercado brasileiro.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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