A União Europeia (UE) anunciou que aplicará provisoriamente

A União Europeia (UE) anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul para garantir a “vantagem do pioneirismo”, conforme informou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na sexta-feira (27). O pacto, fechado após 25 anos de negociações, envolve Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
O acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias para os países do Mercosul. A Comissão Europeia classificou o tratado como o maior já firmado pelo bloco em termos de redução tarifária.
Alguns países da UE, como Alemanha e Espanha, apoiam o acordo. Eles argumentam que o tratado é essencial para compensar perdas decorrentes das tarifas impostas pelos Estados Unidos e para diminuir a dependência europeia da China no fornecimento de minerais estratégicos.
Por outro lado, a França, maior produtor agrícola do bloco, lidera a oposição ao acordo. Os críticos alertam que a redução das tarifas pode aumentar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, o que pode prejudicar os agricultores locais. Protestos têm ocorrido em diversos países europeus em função dessas preocupações.
A aplicação provisória do acordo significa que suas disposições entrarão em vigor antes da ratificação completa pelos parlamentos nacionais dos países envolvidos. A medida visa acelerar os benefícios comerciais e evitar que a UE perca posição no mercado.
Apesar do avanço, o acordo ainda enfrenta desafios políticos internos, especialmente na França e em outras nações agrícolas que temem impactos negativos sobre seus setores produtivos. Ainda não há previsão para a conclusão do processo de ratificação formal.
O pacto representa uma mudança significativa nas relações comerciais entre a UE e o Mercosul, buscando facilitar o fluxo de mercadorias e serviços entre as duas regiões. O acordo também inclui cláusulas sobre questões ambientais e de desenvolvimento sustentável.
A expectativa das autoridades europeias é que o acordo fortaleça a cooperação econômica e o comércio bilateral, contribuindo para o crescimento de ambos os blocos. No entanto, as discussões internas devem continuar até que haja consenso entre todos os membros da União Europeia.
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Fonte: g1.globo.com
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