O Caruru Gigante, planta invasora identificada pela primeira

O Caruru Gigante, planta invasora identificada pela primeira vez no estado de São Paulo, foi encontrado em uma lavoura de soja em São José do Rio Preto, no Noroeste paulista, no início de 2026, e está mobilizando autoridades e produtores para conter sua disseminação.
A praga Amaranthus palmeri, conhecida como Caruru Gigante, tem pendões que ultrapassam um metro de altura e cresce até sete centímetros por dia. A espécie é resistente à maioria dos herbicidas e pode produzir até um milhão de sementes por planta.
A presença da planta levou à interdição imediata da área afetada e a uma operação emergencial para erradicar a infestação. A situação foi classificada como emergência fitossanitária devido ao potencial destrutivo da planta nas lavouras.
Estudos da Embrapa indicam que o Caruru Gigante pode causar perdas superiores a 70% em soja e até 91% em milho. A resistência da planta dificulta o controle químico, tornando a erradicação manual a única medida eficaz.
As equipes de defesa agropecuária percorrem propriedades num raio de 10 quilômetros em torno do ponto inicial para detectar e eliminar novas infestações. A colaboração dos agricultores é fundamental para evitar a propagação da praga.
A principal hipótese sobre a chegada da planta nas lavouras de São Paulo é o transporte acidental das sementes por veículos, que teriam deixado cair os grãos que germinaram no solo. A espécie não é nativa do Brasil.
No país, o Caruru Gigante foi identificado pela primeira vez em 2015, no Mato Grosso, e estava restrito a esse estado e ao Mato Grosso do Sul até a recente descoberta em São Paulo. Internacionalmente, a planta é conhecida por seu impacto agrícola, sendo considerada a principal erva daninha nos Estados Unidos.
Como medida de controle, as plantas devem ser retiradas manualmente, ensacadas e incineradas para evitar a dispersão das sementes. Além disso, as autoridades recomendam restrição no trânsito de pessoas e máquinas, e limpeza rigorosa de equipamentos, pneus, ferramentas e calçados.
Produtores da região demonstram preocupação e seguem orientações para evitar a expansão do Caruru Gigante. Luiz Forest, produtor de soja, enfatiza a importância da comunicação rápida e da erradicação imediata ao identificar a praga.
As autoridades reforçam que, em caso de suspeita, os agricultores devem informar a defesa agropecuária o mais rápido possível para que as ações de contenção sejam imediatas.
A identificação do Caruru Gigante no Noroeste de São Paulo representa um desafio ao agronegócio local, que busca impedir a disseminação da planta para preservar a produção agrícola na região.
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com