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O artista porto-riquenho Bad Bunny tornou-se o artista

O artista porto-riquenho Bad Bunny tornou-se o artista
  • Publishedfevereiro 21, 2026

O artista porto-riquenho Bad Bunny tornou-se o artista internacional mais ouvido no streaming no Brasil após sua participação no show do intervalo do Super Bowl, realizado no início de fevereiro de 2024 em Los Angeles. Sua presença na maior final da liga de futebol americano teve grande repercussão no país, especialmente em plataformas como Spotify e YouTube, impulsionando sua popularidade entre os brasileiros.

Bad Bunny nunca havia figurado entre os 50 artistas mais ouvidos no Brasil desde o início de sua carreira, há quase dez anos. Na semana seguinte à final da NFL, ele alcançou a 12ª posição no ranking do Spotify no país, caindo para a 24ª na semana seguinte, mas permanecendo como o estrangeiro mais tocado em ambas. No YouTube, também aparece como o internacional mais popular, ocupando a 76ª colocação entre os artistas mais consumidos.

O alcance do artista foi potencializado pela cobertura do Super Bowl na televisão brasileira. A Globo exibiu os melhores momentos do show e da partida, enquanto o Multishow transmitiu o concerto completo, e o SporTV mostrou o jogo. Ao longo dos diversos canais da Globo, incluindo plataformas digitais como o GE TV, cerca de 12,9 milhões de pessoas acompanharam o evento, segundo dados da emissora.

Especialistas em redes sociais observaram alto volume de interações relacionadas a Bad Bunny logo após o Super Bowl, com 218,5 mil menções na rede social X (antigo Twitter) na segunda-feira posterior ao evento. Apesar de essa quantidade estar abaixo da média diária para 2025, o cantor foi o terceiro assunto mais comentado na semana, logo atrás de assuntos ligados ao Big Brother Brasil. No Instagram, um clipe em que Bad Bunny ambém rezou para “abençoar a América” ganhou destaque e alcançou milhões de visualizações e interações.

O sentimento de identificação do público brasileiro com o artista porto-riquenho está ligado a questões culturais e políticas comuns à América Latina. Segundo Rafael Noleto, antropólogo da Universidade Federal de Pelotas, a postura crítica de Bad Bunny em relação à política dos Estados Unidos, especialmente sob o governo de Donald Trump, gerou empatia. O artista representa uma voz latino-americana diante das tensões com os EUA, reforçando um sentimento de orgulho regional entre brasileiros.

Análises do Buzzmonitor indicam que cerca de 75,93% das menções a Bad Bunny nas redes sociais brasileiras foram positivas, enquanto 15,25% expressaram críticas e 8,82% permaneceram neutras. Essa taxa de interações favoráveis é incomum, segundo o diretor de análises do Buzzmonitor, Breno Soutto, que comparou o desempenho com o de artistas como Taylor Swift, que recebe maior volume de manifestações negativas.

No entanto, nem todas as reações foram positivas. Postagens críticas, especialmente de seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro, ganharam espaço nas redes. Eduardo Bolsonaro criticou o artista por usar o palco do Super Bowl para protestar contra o governo americano, gerando debates políticos que refletem a polarização presente na sociedade brasileira.

O futuro da popularidade de Bad Bunny no Brasil ainda é incerto. O artista fará shows em São Paulo nos dias 20 e 21 de fevereiro de 2024, e sua continuidade no topo das paradas pode depender desses eventos ou de possíveis colaborações com músicos locais. Apesar de uma queda observada nas métricas do Spotify e das redes sociais após o pico, a conexão cultural entre os universos musicais latino-americanos segue evidente.

A sonoridade de Bad Bunny, marcada por influências africanas comuns à música brasileira e visualmente representada em capas de seus álbuns, reforça o diálogo entre as culturas da região. Segundo Noleto, o sucesso do porto-riquenho no Brasil reflete afinidades históricas e sociais entre os povos latino-americanos, destacando a existência de um sentimento de pertencimento compartilhado que transcende as fronteiras nacionais.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Vitor Souza

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