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Neste domingo (8), Bad Bunny comandou o show do intervalo

Neste domingo (8), Bad Bunny comandou o show do intervalo
  • Publishedfevereiro 9, 2026

Neste domingo (8), Bad Bunny comandou o show do intervalo do Super Bowl, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia, apresentando um espetáculo focado na cultura latino-americana que gerou reação negativa do ex-presidente dos EUA, Donald Trump. O artista porto-riquenho incorporou cenários e símbolos de sua identidade e da comunidade latina, unindo música e política em uma das apresentações mais marcantes da história do evento.

A abertura do show foi realizada quase inteiramente em espanhol, com a frase “el espectáculo de medio tiempo del Súper Tazón” destacando essa escolha linguística. O cenário inicial retratou elementos da vida cotidiana em Porto Rico, incluindo trabalhadores rurais, jogadores de dominó e uma manicure, como forma de transportar o público para a cultura da ilha.

Bad Bunny apresentou ainda a “casita”, uma estrutura típica porto-riquenha que costuma usar em seus shows, com convidados latinos famosos como Cardi B, Karol G, Pedro Pascal e Jessica Alba. As dançarinas exibiram o “perreo”, estilo de dança sensual originado em Porto Rico nos anos 1980, aproximando ritmos e movimentos da cultura caribenha.

Um momento que chamou atenção foi a realização de um casamento real durante a apresentação. O casal participante havia convidado Bad Bunny para a cerimônia, mas o artista sugeriu que eles participassem do show do intervalo. O cantor atuou como testemunha e assinou a certidão, com detalhes como bolo e mesa decorada incluídos no evento exibido ao vivo.

Lady Gaga fez participação ao lado da banda porto-riquenha Los Sobrinos, interpretando “Die With a Smile” em um segmento que ilustrou a cerimônia de casamento. A cantora também dançou com Bad Bunny na sequência, durante a música “Baile Inolvidable”.

Em um dos momentos centrais, Bad Bunny cantou “Nuevayol”, exaltando a conexão entre Porto Rico e a cidade de Nova York. O palco simulou uma “bodega” típica do local, com a participação especial de Toñita, dona do Caribbean Social Club, bar reconhecido na cultura latina da cidade. Também foi exibido um segmento com uma criança assistindo ao show pela televisão, recebendo um Grammy simbólico, vestida com roupas que remetiam a uma imagem do cantor na infância.

O conterrâneo Ricky Martin subiu ao palco em seguida para interpretar “Lo que le pasó a Hawaii”, música do repertório de Bad Bunny que critica o impacto do imperialismo americano sobre a identidade do Havaí, comparando essa situação à realidade de Porto Rico.

Mais para o final, Bad Bunny surgiu com uma grande bandeira de Porto Rico na cor azul-claro, associada ao grupo pró-independência da ilha. Durante a interpretação da música “El Apagón”, ele simulou subir em um poste que causou o “apagão” no estádio, num momento que destacou críticas sociais relacionadas à comunidade latina.

O desfecho do show trouxe Bad Bunny segurando uma bola com a frase “Juntos, somos a América”, acompanhado por bailarinos e músicos que exibiam bandeiras de diversos países das Américas. Ele declarou em inglês a expressão “Deus abençoe a América” e em seguida listou os países do continente, incluindo Estados Unidos, Brasil, Chile e sua Porto Rico natal, ampliando o conceito geográfico e cultural do termo América.

A apresentação encerrou com a música “Dtmf”, faixa-título do último álbum de Bad Bunny, que aborda temas como amor, saudade e memória, sob a mensagem final exibida no telão: “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”.

Pouco depois do show, Donald Trump classificou a apresentação como “terrível” e afirmou que ela foi “uma afronta à grandeza da América”, refletindo as tensões políticas envolvendo as comunidades latinas nos Estados Unidos e a crescente visibilidade dessas culturas.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Vitor Souza

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