Circula nas redes sociais um vídeo falso que

Circula nas redes sociais um vídeo falso que mostra o ator Marcos Palmeira pedindo doações para o caso do cão Orelha, vítima de agressão em Florianópolis no início de janeiro. O material usa tecnologia de inteligência artificial (IA) para manipular imagem e áudio, configurando golpe.
O vídeo viralizou no Facebook e Instagram no começo do mês, aproveitando a comoção sobre a morte de Orelha, cachorro comunitário que vivia na Praia Brava. Em 5 de janeiro, o animal precisou ser eutanasiado devido à gravidade dos ferimentos. Nesta terça-feira (3), a Polícia Civil de Santa Catarina informou que um adolescente foi identificado como autor da agressão e solicitou a internação provisória do jovem.
Na gravação falsa, Marcos Palmeira surge falando diretamente à câmera, enquanto imagens do cão e fotos borradas de quatro pessoas aparecem ao lado. O texto atribuído ao ator convida o público a participar de uma campanha para responsabilizar os envolvidos na agressão e pede doações em um site suspeito.
O áudio e o vídeo foram produzidos por meio de deepfake, técnica que permite a criação de falsificações realistas por IA. O conteúdo apresenta fraseados e entonações que não correspondem à voz e à atuação originais do artista. Ferramentas digitais de verificação indicaram 98% de probabilidade de manipulação no vídeo e 92% no áudio.
Além disso, o site indicado para as doações usa domínio recente, com baixo índice de confiabilidade segundo plataformas de análise como ScamAdviser. A página não apresenta informações legais, como CNPJ, endereço físico ou responsáveis oficiais. O pagamento é realizado via PIX através de uma intermediadora que não revela o destinatário final dos valores.
Por meio de sua assessoria, Marcos Palmeira desmentiu a veracidade do vídeo e classificou o golpe como uma ação criminosa que se aproveita de uma causa legítima. O ator alertou para o aumento desse tipo de fraude, especialmente em ano eleitoral, e pediu atenção do público.
O caso do cachorro Orelha segue sob investigação, com atuação da Polícia Civil para identificar e responsabilizar os envolvidos. Enquanto isso, órgãos e especialistas recomendam cautela diante de vídeos e campanhas que utilizam apelos emocionais e solicitações urgentes, pois são métodos comuns em golpes virtuais.
A disseminação do vídeo falso evidencia o uso crescente de tecnologias para manipular conteúdos e a necessidade de verificar fontes oficiais antes de compartilhar informações ou realizar pagamentos. A prevenção contra fraudes digitais depende da conscientização do público e do combate constante por parte das autoridades.
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Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com