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Chuvas intensas em janeiro no interior de São

Chuvas intensas em janeiro no interior de São
  • Publishedfevereiro 1, 2026

Chuvas intensas em janeiro no interior de São Paulo afetaram a qualidade da laranja e reduziram o volume de comercialização no mercado paulista, segundo análise do Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq-USP, em Piracicaba. O excesso de chuvas comprometeu parte da produção destinada à indústria e desacelerou o mercado spot, que trabalha com pagamento à vista e entrega imediata.

O mercado citrícola paulista apresentou queda na qualidade da fruta e retração na demanda. O recebimento de laranjas no mercado spot ficou mais contido, com indústrias focadas no cumprimento de contratos anteriores e no processamento de estoque próprio. Isso se refletiu em uma leve redução nos preços pagos a prazo, que caíram perto de 2% entre a segunda quinzena e o final de janeiro.

A caixa de 40 quilos da laranja pera in natura, por exemplo, registrou preço médio de R$ 43 no dia 12 de janeiro, caindo para R$ 41 no dia 30. As condições climáticas adversas afetaram sobretudo as frutas de mesa, destinadas ao consumo direto, como a cultivada em Limeira, que recebeu volumes elevados de chuva no fim de janeiro.

Além dos impactos imediatos das chuvas, a citricultura paulista enfrenta desafios relacionados ao greening, a praga mais destrutiva da produção de laranja no Brasil e no mundo. A doença é causada por uma bactéria transmitida pelo inseto psilídeo Diaphorina citri, conhecido como cigarrinha, e causa amarelamento das folhas e murchamento das flores.

Presente no Brasil desde 2004, o greening tem maior incidência na região de Limeira, conforme levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). Em 2024, a doença acometeu 79,38% dos pomares na área, alta em relação aos 73,87% registrados em 2023. A praga afeta o rendimento dos pomares e influencia os preços das frutas e suco para o consumidor final.

Para combater o greening, foi formalizado em 12 de fevereiro, na Esalq-USP em Piracicaba, o convênio para criação do Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA Citros). A parceria público-privada envolve 19 instituições e 76 departamentos científicos de sete países, com investimento previsto de R$ 90 milhões em cinco anos de pesquisa, transferência de tecnologia e ações educativas.

O CPA Citros visa desenvolver estratégias que possam mitigar os impactos da praga e promover inovação no setor citrícola, que é estratégico para a economia paulista e brasileira. O acordo congrega universidades, fundações, órgãos do setor produtivo e o governo do estado de São Paulo.

O avanço do greening e as condições climáticas adversas têm alterado o panorama da citricultura no país, com reflexos diretos na produção, comercialização e preços da laranja. Produtores e indústrias buscam soluções para reduzir perdas e adaptar o setor às novas demandas.

A persistência das chuvas e o controle da praga seguem sendo pontos centrais para a recuperação do mercado citrícola paulista e a manutenção da posição do estado como principal produtor de laranja no Brasil.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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