Preços do petróleo sobem 5% após ameaças militares de trump

Os preços do petróleo subiram cerca de 5% nesta quinta-feira (29) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar o Irã com possíveis ataques militares e afirmar que o prazo para um acordo sobre o programa nuclear iraniano está se esgotando. Os acontecimentos ocorreram no contexto de tensões geopolíticas que impactam diretamente o mercado global de energia.
No mercado de Londres, o contrato futuro do petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado dos EUA, avançou 5,1%, alcançando US$ 64,43 por barril. O Brent, principal referência internacional extraído do Mar do Norte, subiu 5,0%, para US$ 71,84 por barril, superando a marca de US$ 70 pela primeira vez desde setembro do ano anterior.
A ameaça de Trump de retaliar militarmente o Irã veio em meio a declarações sobre a necessidade de um acordo que restrinja o programa nuclear do país, considerado pela comunidade internacional um risco devido à possibilidade de desenvolvimento de armas atômicas. O Golfo Pérsico, região estratégica para a produção e exportação de petróleo, onde estão localizados campos petrolíferos iranianos como Soroush, é diretamente afetado por esse clima de tensão.
Além do aumento nos preços do petróleo, os mercados financeiros também responderam à crise. O ouro, ativo tradicionalmente considerado refúgio em períodos de incerteza, atingiu um recorde próximo de US$ 5.600 por onça troy (31,1 gramas). Durante a sessão na Ásia, o metal precioso chegou a subir mais de US$ 300, impulsionado tanto pelas tensões políticas quanto pela desvalorização do dólar.
A prata também registrou alta temporária, influenciada pela maior demanda por metais preciosos em um cenário global instável. A pressão dos mercados reflete o receio de impactos econômicos derivados de um possível conflito no Oriente Médio, o que pode afetar a oferta de petróleo e a estabilidade das cadeias comerciais.
Esses movimentos no mercado indicam a sensibilidade dos preços de commodities a eventos políticos e militares. A expectativa de sanções, restrições e consequências para a produção e exportação de energia contribui para a volatilidade observada nos preços.
A situação permanece volátil com atenção voltada para as próximas declarações governamentais e possíveis ações nas relações entre os Estados Unidos e o Irã. Investidores e analistas monitoram o desenrolar dos fatos, que podem influenciar o equilíbrio do mercado global de petróleo e as perspectivas econômicas internacionais.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com