Economia

O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (27) acompanhando

O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (27) acompanhando
  • Publishedjaneiro 27, 2026

O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (27) acompanhando a prévia da inflação no Brasil e as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, com o Ibovespa abrindo às 10h. Investidores monitoram dados econômicos internos e externos, além de tensões políticas que influenciam o mercado global.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o IPCA-15 de janeiro, indicador que mede a inflação prévia do mês e serve como parâmetro para o Banco Central na definição da política monetária. A expectativa do mercado é que o índice registre alta de 0,22% no mês e acumule 4,52% em 12 meses. A divulgação ocorre no primeiro dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa Selic, que deve ser mantida em 15% ao ano.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve iniciou nesta terça-feira sua reunião de política monetária, com a projeção de que os juros se mantenham na faixa entre 3,5% e 3,75%. O índice de confiança do consumidor também será analisado pelos investidores. Além disso, circulam especulações sobre o possível substituto do presidente do Fed, Jerome Powell, com rumores indicando que o ex-presidente Donald Trump poderia assumir o posto ainda esta semana. Essa possibilidade gerou apreensão no mercado, pois poderia indicar pressões para cortes acelerados de juros, afetando a autonomia do banco central americano.

No plano geopolítico, a relação entre Estados Unidos, Canadá e China ganhou destaque após Donald Trump ameaçar aplicar tarifas de 100% sobre produtos canadenses caso o Canadá formalize um acordo comercial com a China. A parceria entre Canadá e China foi anunciada após uma visita de oito anos do primeiro-ministro canadense a Pequim, incluindo a redução de tarifas sobre a exportação de canola canadense e a entrada de carros elétricos chineses ao Canadá com alíquota menor. O governo chinês afirmou que esses acordos não têm como alvo terceiros países e chamou para a cooperação entre nações.

Na área de segurança, a nova Estratégia Nacional de Defesa dos EUA sinaliza uma postura firme contra países do Hemisfério Ocidental que não cooperem em medidas anticrime, com possibilidade de uso de força militar. O documento cita ações militares realizadas na Venezuela como exemplo do tipo de operação que pode ser empregada futuramente.

Nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com Donald Trump sobre a situação na Venezuela. Os dois presidentes acertaram a realização de uma visita do brasileiro a Washington nos próximos meses. Lula destacou a necessidade de preservar a paz e a estabilidade regional, além do bem-estar do povo venezuelano. Essa foi a primeira conversa direta entre os dois desde a intervenção dos EUA na Venezuela no início do mês, que levou à destituição de Nicolás Maduro. Apesar disso, Lula já condenou publicamente a ação militar e defendeu a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

No mercado financeiro, o boletim Focus divulgado pelo Banco Central apontou redução na projeção da inflação para 2026, de 4,02% para 4%. O documento reúne estimativas de mais de 100 instituições financeiras, que também esperam queda gradual na taxa Selic para 12,25% ao final de 2026 e 10,50% em 2027. A previsão para o crescimento do PIB em 2026 permanece em 1,8%. A cotação do dólar deve encerrar o ano em R$ 5,51.

As bolsas globais apresentaram movimentos mistos. Em Wall Street, os principais índices fecharam em alta na segunda-feira (26), em meio a expectativas por resultados corporativos e decisões do Fed. O Dow Jones subiu 0,64%, o S&P 500 avançou 0,50% e o Nasdaq teve alta de 0,43%. Na Europa, a maioria dos mercados teve desempenho positivo, com o índice STOXX 600 fechando em alta de 0,2%. Na Ásia, as bolsas ficaram praticamente estáveis, refletindo equilíbrio entre setores.

No Brasil, o Ibovespa acumulou alta de 8,53% na semana e 11,01% no mês até o momento, enquanto o dólar teve uma ligeira queda de 0,13% na semana e 3,81% no ano.

O mercado segue atento à inflação, juros, decisões governamentais e tensões políticas internacionais, que continuaram a influenciar a volatilidade do dólar e dos mercados acionários.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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