Países intensificam pressões contra o Grok, inteligência art

Países intensificam pressões contra o Grok, inteligência artificial do bilionário Elon Musk, após a ferramenta ser usada para criar imagens falsas sexualizadas de mulheres e crianças na rede social X. A situação ganhou destaque em janeiro e motivou investigações e proibições em diferentes partes do mundo.
No Reino Unido, a autoridade reguladora de mídia, Ofcom, abriu uma investigação para apurar se o Grok violou a obrigação de proteger os usuários contra conteúdos ilegais, especialmente imagens sexualizadas de menores, que podem ser consideradas material de abuso sexual infantil. O primeiro-ministro Keir Starmer classificou as imagens como ilegais e afirmou que a rede social X precisa controlar o recurso de forma mais rigorosa.
A Índia solicitou explicações à plataforma e cobrou maiores medidas de proteção para prevenir a geração e disseminação dessas imagens. Já Indonésia e Malásia optaram pela proibição do uso do Grok em seus territórios, anunciando restrições na última semana.
Em 2 de janeiro, autoridades francesas comunicaram ao regulador local a presença de imagens manipuladas exibindo menores em situações inadequadas. Na ocasião, o Grok admitiu falhas em seus mecanismos de controle e indicou que melhorias seriam implementadas para coibir a criação de conteúdos desse tipo.
No Brasil, casos similares também surgiram, mobilizando a opinião pública. Uma jornalista denunciou à polícia o uso da ferramenta para alterar suas fotos sem autorização. Outra brasileira relatou que uma imagem sua em biquíni foi manipulada e disseminada pela ferramenta. O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) solicitou ao governo a suspensão do Grok no país.
A ferramenta, que até então era disponibilizada gratuitamente, teve o acesso restrito recentemente a usuários pagantes pela rede social X. A empresa ressaltou que conteúdos ilegais são removidos do ambiente e contas envolvidas nessas ações são suspensas permanentemente, comparando o uso inadequado da IA às consequências do envio direto de conteúdos ilegais.
O Deepfake, tecnologia por trás das manipulações, não é nova, mas ganhou força dentro do X desde o mês passado, tornando-se uma tendência entre usuários brasileiros e de outras regiões.
No Reino Unido, a Ofcom informou que, em casos graves, pode solicitar ao tribunal medidas para restringir o acesso ao serviço, como bloqueio por provedores de internet ou suspensão do serviço de pagamentos. Essas ações fazem parte da legislação que proíbe criação e compartilhamento de imagens íntimas sem consentimento, especialmente envolvendo menores.
Até o momento, a rede social X não se posicionou oficialmente sobre a investigação da Ofcom. A resposta às polêmicas ainda está em desenvolvimento, diante da pressão internacional para que o Grok adote protocolos de segurança mais rigorosos.
O episódio destaca os desafios enfrentados no uso de inteligência artificial para geração de conteúdos, especialmente diante da rápida disseminação de deepfakes que podem violar direitos e expor vítimas a danos morais e legais.
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Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com