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O cancioneiro de Antonio Carlos Jobim foi a trilha sonora preferida das novelas cariocas escritas por Manoel Carlos desde 1997, reforçando a ligação entre a música e as tramas ambientadas no Rio de Janeiro. A parceria aconteceu em seis novelas exibidas pela TV Globo, marcando as aberturas com composições do músico.
Tom Jobim (1927-1994) esteve presente como compositor e intérprete desde “Por amor” (1997/1998), primeira novela de Manoel Carlos ambientada no Rio de Janeiro e que adotou uma canção sua para o tema de abertura: “Falando de amor”, na interpretação dos grupos MPB4 e Quarteto em Cy.
Em “Laços de família” (2000/2001), outro sucesso do novelista, a abertura exibiu “Corcovado”, na gravação bilíngue feita em 1964 por Astrud Gilberto, João Gilberto e Stan Getz, com a participação de Tom Jobim, incluindo parte da versão em inglês intitulada “Quiet nights of quiet stars”.
Na novela “Mulheres apaixonadas” (2003), a música de abertura foi a valsa “Pela luz dos olhos teus”, gravada por Jobim e Miúcha em 1977, mostrando a continuidade do uso da obra do compositor na identificação das novelas.
Em “Páginas da vida” (2006/2007), Tom Jobim retornou com o tema “Wave”, numa versão instrumental do pianista, mostrada na abertura da trama. Esse registro fortaleceu a presença do artista mesmo após sua morte em 1994.
A novela “Viver a vida” (2009/2010) trouxe o samba “Sei lá… A vida tem sempre razão”, interpretado por Tom Jobim, Miúcha e Chico Buarque. A música também fazia parte do álbum conjunto “Miúcha & Antonio Carlos Jobim” de 1977.
Já na última novela escrita por Manoel Carlos, “Em família” (2014), a escolha para a abertura foi “Eu sei que vou te amar”, uma composição de Jobim e Vinicius de Moraes, na versão interpretada pela cantora Ana Carolina.
Manoel Carlos, escritor nascido em São Paulo em 1933, viveu a maior parte da vida no Rio de Janeiro, onde escolheu ambientar suas novelas. O novelista morreu em 2026 no Rio de Janeiro. Sua opção pelo Rio e pela bossa nova de Tom Jobim reflete em tramas que integram a cultura carioca à música brasileira.
Essa articulação entre as novelas de Manoel Carlos e o cancioneiro de Tom Jobim consolidou uma identidade sonora para as produções, simultaneamente homenageando a história e a música do Rio de Janeiro. Desde 1997, a presença da obra de Jobim compôs uma linha musical que uniu literatura televisiva e música popular brasileira.
Assim, a obra de Antonio Carlos Jobim permanece associada às histórias de Manoel Carlos, marcando suas novelas com músicas que reforçam a ambientação e as emoções das tramas, enquanto celebram a bossa nova e a cultura carioca.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com