Economia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou
  • Publishedjaneiro 10, 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou em 9 de janeiro de 2026 uma ordem executiva para impedir que tribunais ou credores confisquem receitas provenientes da venda de petróleo venezuelano mantidas em contas do Tesouro norte-americano. A ação visa proteger esses recursos para uso governamental na Venezuela, conforme informou a Casa Branca neste sábado (10).

A medida determina que os fundos relacionados ao petróleo venezuelano, sob custódia dos EUA, sejam destinados a promover “paz, prosperidade e estabilidade” na Venezuela. O decreto foi publicado menos de uma semana após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos em Caracas.

Empresas como Exxon Mobil e ConocoPhillips mantêm reivindicações financeiras contra a Venezuela por ativos nacionalizados há quase 20 anos. Embora a ordem executiva não cite nenhuma empresa específica, ela declara que os valores em contas americanas são propriedade soberana venezuelana e não podem ser objeto de demandas privadas.

Em comunicado, a Casa Branca explicou que a iniciativa de Trump busca impedir a apreensão dessas receitas para evitar prejuízos aos esforços dos EUA voltados à estabilidade econômica e política do país sul-americano. A decisão também se insere em um acordo que prevê o fornecimento de até 50 milhões de barris de petróleo bruto venezuelano aos Estados Unidos, país que possui refinarias preparadas para processar esse tipo de petróleo.

Trump baseou o decreto na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 e na Lei de Emergências Nacionais de 1976. No mesmo dia da assinatura do decreto, o presidente se reuniu em Washington com executivos da Exxon, Conoco, Chevron e outras companhias petrolíferas. O objetivo do encontro foi incentivar um investimento de US$ 100 bilhões no setor de petróleo da Venezuela.

O decreto representa uma ampliação da estratégia americana de controle sobre recursos energéticos venezuelanos e está diretamente relacionado às recentes ações dos EUA no país, incluindo a detenção de Maduro. A medida pode influenciar disputas judiciais e negociações internacionais envolvendo os ativos de petróleo venezuelano.

A estratégia também demonstra o interesse dos Estados Unidos em fortalecer sua posição no mercado mundial de petróleo, utilizando recursos internacionais como instrumento de política externa. A participação das grandes petroleiras americanas indica uma possível reconfiguração das relações econômicas entre os dois países.

Essa ordem executiva ressalta o uso do poder executivo norte-americano para influenciar questões diplomáticas e econômicas em contextos de conflito e instabilidade política, ao passo que tenta preservar ativos financeiros estratégicos para os interesses dos EUA e do governo interino venezuelano apoiado por Washington.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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