O ator Wagner Moura afirmou ao jornal “The New York

O ator Wagner Moura afirmou ao jornal “The New York Times”, em entrevista publicada na última semana em Nova York, que recusou vários papéis em Hollywood para evitar reforçar estereótipos sobre latinos. A declaração foi feita durante a divulgação do filme “O Agente Secreto”, que concorre ao Globo de Ouro, evento cujos indicados foram anunciados em dezembro e cuja cerimônia acontece neste domingo (11) em Los Angeles.
Moura destacou que, especialmente após o sucesso da série “Narcos”, prefere escolher personagens que não perpetuem clichês ligados à sua origem. “Estou com quase 50 anos, então dane-se”, comentou à reportagem, reforçando sua postura seletiva diante das propostas recebidas. Segundo ele, um agente já havia sugerido que ele fosse menos criterioso na carreira internacional, o que o ator rejeitou.
No longa dirigido por Kleber Mendonça Filho, Moura interpreta um professor universitário que retorna ao Recife durante os anos 1970 para reencontrar o filho caçula, em meio ao contexto da ditadura militar. O filme foi indicado em três categorias no Globo de Ouro: Melhor Filme de Drama, Melhor Filme em Língua Não-Inglesa e Melhor Ator em Drama, com Moura disputando sua segunda indicação à premiação. A primeira foi em 2016, também pelo papel de Pablo Escobar em “Narcos”, mas ele não conquistou o prêmio.
Wagner Moura afirmou ao “NYT” que nunca escolheu papéis apenas pelo retorno financeiro ou pelo prestígio de uma grande produção hollywoodiana. De acordo com o jornal, essa postura o impediu de se tornar um dos atores latinos mais populares no mercado dos Estados Unidos. Ele ressaltou que deseja interpretar personagens similares aos que atores brancos norte-americanos da sua faixa etária fazem, pessoas comuns com nomes comuns, como “Michael”, com fala natural.
Além de “Narcos” e “O Agente Secreto”, Moura é conhecido por seu papel como Capitão Nascimento na franquia “Tropa de Elite”. O jornal também destacou os desafios do ator de conciliar trabalhos entre o Brasil e os Estados Unidos, buscando papéis que representem sua identidade de forma mais autêntica.
“O Agente Secreto” ainda é o representante brasileiro na disputa por uma vaga entre os finalistas do Oscar, com a lista oficial a ser divulgada em 22 de janeiro. A Globo, responsável pela transmissão da cerimônia do Globo de Ouro neste ano, pela primeira vez exibirá ao vivo o evento para o público brasileiro.
A participação do filme e a indicação de Moura reforçam a presença do cinema brasileiro em premiações internacionais, enquanto o ator mantém sua decisão de evitar papéis que reforcem estereótipos étnicos, buscando ampliar o número de personagens latinos complexos e multifacetados nas telas globais.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com