Economia

A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, informou

A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, informou
  • Publishedjaneiro 9, 2026

A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o empresário não tem participação em ataques digitais ao Banco Central (BC) após a liquidação do banco, ocorrida em dezembro. Os advogados de Vorcaro pedem a abertura de investigação para apurar a disseminação de fake news e crimes contra a honra atribuídos a influenciadores digitais.

Conforme o documento enviado ao STF, os ataques nas redes sociais ao BC ganharam força após o anúncio da liquidação do Banco Master pela autoridade monetária. A defesa argumenta que a apuração é necessária para afastar qualquer ligação de Vorcaro com a estratégia de desinformação e ataques virtuais.

Um influenciador digital paulista revelou ao g1, sob anonimato, ter recebido R$ 7,8 mil por uma única postagem crítica ao BC em dezembro. O criador de conteúdo teria recusado, após essa publicação, uma proposta de contrato de três meses para continuar com postagens semelhantes. Segundo ele, o pagamento foi feito no dia 19 de dezembro, a partir da conta de Thiago Miranda, dono da agência Miranda Comunicação, também conhecida como Agência MiThi.

O influenciador contou que apagou o conteúdo dois dias depois por entender que ultrapassava limites éticos e devolveu o valor recebido. Ele afirmou ter atuado inicialmente de boa-fé, sem saber que a iniciativa vinha de Vorcaro, e depois percebeu que sua opinião estava sendo comprada.

O contrato, obtido pelo g1, propunha a produção de oito vídeos por mês no formato reels durante três meses, com pagamento final de R$ 188 mil, descontada a comissão. O documento estabelecia que o influenciador não precisaria realizar checagem ou apuração própria, devendo limitar-se a comentários em tom neutro.

Procurado pela reportagem, Thiago Miranda não se manifestou. A Olivetto Comunicação, empresa citada no contrato como intermediária, informou que apenas indicou influenciadores para a possível produção de vídeos sobre temas em evidência, negando que houve contratação ou veiculação de conteúdo.

Na terça-feira (6), o blog da colunista Andréia Sadi divulgou o relato do vereador Rony Gabriel (PL-RS), que publicou nas redes sociais um contrato preliminar para participar de uma campanha contra o BC. Em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, na sexta-feira (9), o parlamentar afirmou que, durante as negociações, ouviu que o contratante seria Daniel Vorcaro, e que rejeitou o convite.

O contrato ao qual Rony teve acesso mencionava um “Projeto DV”, em referência às iniciais do banqueiro, com cláusula de confidencialidade por cinco anos e multa de R$ 800 mil em caso de quebra de sigilo. O vereador disse que a proposta financeira estava na casa dos milhões.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) identificou um aumento súbito de ataques ao BC nas redes sociais no mesmo período. A Polícia Federal deverá investigar uma possível ação coordenada para difundir críticas contra a autoridade monetária depois da liquidação do Banco Master.

Outros influenciadores também revelaram ter recebido propostas semelhantes, com contratos para produção de oito posts mensais durante três meses. Alguns recusaram o projeto ao perceberem o objetivo de atacar o Banco Central.

A investigação que se inicia busca esclarecer se houve orquestração para disseminar notícias falsas que prejudicaram a imagem do BC e qual o envolvimento efetivo de Vorcaro e demais envolvidos nesse processo.

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Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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