Economia

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nes

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nes
  • Publishedjaneiro 7, 2026

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta quarta-feira (7) que o país está aberto a estabelecer relações energéticas que beneficiem todas as partes envolvidas. A declaração foi feita após os Estados Unidos anunciarem um acordo para comercialização de petróleo venezuelano.

Delcy Rodríguez falou no Congresso Nacional, em Caracas, respondendo à iniciativa dos EUA de negociar a exportação e venda de petróleo da Venezuela para o mercado americano. A cooperação energética ocorre em meio a um contexto político e econômico marcado por sanções e bloqueios comerciais.

Mais cedo, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, informou que a Venezuela aceitou usar a receita obtida com a venda do petróleo para comprar exclusivamente produtos fabricados nos Estados Unidos. Segundo Trump, as compras englobam itens agrícolas, medicamentos e equipamentos médicos, além de investimentos para melhorar a infraestrutura energética venezuelana.

O Departamento de Energia americano confirmou que as exportações de petróleo venezuelano já começaram e que toda a receita será depositada em contas controladas pelos EUA, em bancos reconhecidos internacionalmente. O objetivo, segundo o órgão, é garantir a legitimidade e integridade da distribuição dos recursos, beneficiando tanto o povo americano quanto o venezuelano, conforme critérios do governo dos EUA.

As vendas começarão imediatamente e seguirão por tempo indeterminado, segundo o Departamento de Energia. A operação conta com o apoio de grandes empresas de comercialização de commodities e instituições financeiras globais para viabilizar as transações.

Na terça-feira (6), Donald Trump afirmou que os Estados Unidos refinariam e venderiam até 50 milhões de barris de petróleo bruto retidos na Venezuela devido ao embargo americano. Ele também mencionou um acordo para exportar até US$ 2 bilhões em petróleo bruto venezuelano para o mercado americano, medida que desvia o fornecimento da China e busca evitar cortes mais profundos na produção da Venezuela.

A declaração de Trump ocorreu poucos dias após uma operação militar dos EUA na Venezuela que resultou na prisão do presidente Nicolás Maduro e na morte de pelo menos 55 militares venezuelanos e cubanos.

O ex-presidente afirmou que o petróleo será vendido a preço de mercado e que o controle dos recursos será responsabilidade do governo americano para garantir o uso correto do dinheiro. O petróleo será transportado diretamente por navios para terminais nos Estados Unidos, correspondendo a aproximadamente dois meses da produção atual venezuelana.

Desde dezembro de 2025, a Venezuela enfrenta dificuldades para exportar milhões de barris de petróleo devido ao bloqueio imposto pelos EUA. Essa pressão faz parte da estratégia americana para enfraquecer o governo de Maduro.

Na mesma quarta-feira, os Estados Unidos apreenderam um petroleiro vazio, de bandeira russa, com ligações à Venezuela, como parte da estratégia para controlar o fluxo de petróleo nas Américas e pressionar o governo venezuelano.

Além disso, Trump expressou interesse em abrir o setor petrolífero venezuelano para a atuação de grandes companhias americanas. Ele afirmou que essas empresas podem investir em infraestrutura petrolífera e gerar lucro para a Venezuela.

As refinarias americanas na Costa do Golfo têm capacidade para processar o petróleo pesado venezuelano. Antes das sanções, essas empresas importavam cerca de 500 mil barris por dia.

Apesar de deter a maior reserva de petróleo do mundo, a Venezuela produz cerca de 1 milhão de barris diários atualmente, um volume reduzido devido às sanções e problemas estruturais na indústria local.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que o governo dos EUA pretende organizar uma reunião com executivos do setor petrolífero ainda nesta semana para avançar nas negociações relacionadas à Venezuela.

Esses movimentos indicam uma reaproximação entre os dois países na área energética, inserida em um contexto de tensões políticas e interesses econômicos estratégicos.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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