A atriz francesa Brigitte Bardot, ícone mundial do

A atriz francesa Brigitte Bardot, ícone mundial do cinema, morreu aos 91 anos no domingo (28), em sua casa no sul da França. Sua morte gerou debates entre políticos franceses sobre a forma adequada de homenageá-la, dada sua carreira artística e suas controvérsias recentes.
Bardot ganhou fama internacional em 1956 com o filme “E Deus Criou a Mulher” e participou de quase 50 filmes. Ela abandonou o cinema em 1973 para se dedicar à defesa dos direitos dos animais, causa pela qual ficou conhecida nas últimas décadas.
Nos últimos anos, Bardot também chamou atenção por suas posições políticas de extrema direita. Ela foi condenada cinco vezes por discurso de ódio, principalmente por declarações contra muçulmanos e os habitantes da ilha francesa de Reunião, aos quais se referiu em termos ofensivos.
A atriz faleceu na companhia do seu quarto marido, Bernard d’Ormale, ex-assessor político ligado à extrema direita. Segundo Bruno Jacquelin, representante da fundação de defesa animal criada por Bardot, ela “sussurrou uma palavra de amor” ao marido antes de morrer.
O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que Bardot foi uma “lenda” do cinema do século XX e destacou que ela “encarnou uma vida de liberdade”. Entre políticos de direita, o luto foi expresso com manifestações mais enfáticas. Marine Le Pen, líder da extrema direita francesa, a definiu como “incrivelmente francesa: livre, indomável, íntegra”.
Marine Le Pen recebeu apoio público de Bardot nas eleições presidenciais de 2012 e 2017, a quem a atriz comparou a uma “Joana d’Arc” moderna com a esperança de “salvar a França”. O conservador Éric Ciotti propôs um funeral nacional, semelhante ao que foi realizado para o músico Johnny Hallyday em 2017. A sugestão mobilizou uma petição online que já reunia mais de 7 mil assinaturas.
Por outro lado, representantes da esquerda adotaram tom mais cauteloso e crítico. O deputado socialista Philippe Brun reconheceu a importância histórica de Bardot como símbolo de liberdade, mas ponderou que seus posicionamentos políticos merecem análise e debate futuros.
Fabien Roussel, líder do Partido Comunista, a chamou de figura divisiva, mas destacou o papel da atriz em divulgar o cinema francês no exterior. A deputada ecologista Sandrine Rousseau ironizou, em rede social, a contradição entre o ativismo animal da artista e a indiferença dele diante de crises humanitárias.
Bardot manifestou o desejo de ter um funeral simples, em seu jardim, acompanhada pela presença de seus animais, e evitou a ideia de “uma multidão de idiotas” em seu enterro. A lei francesa permite esse tipo de sepultamento, desde que autorizado pelas autoridades locais.
No entanto, a prefeitura de Saint-Tropez informou que ela será enterrada em um cemitério marítimo da cidade, onde seus pais foram sepultados, sem informar a data do funeral. Familiares iniciaram os preparativos para a cerimônia.
Nascida em 28 de setembro de 1934, em Paris, Bardot cresceu numa família católica e tradicional. Casou-se quatro vezes e teve um filho, Nicolas-Jacques Charrier, com o ator Jacques Charrier, seu segundo marido.
Após se afastar do cinema, Bardot viveu em Saint-Tropez, focada no ativismo em defesa dos animais. Em entrevista recente, ela afirmou ter orgulho da fase artística da vida, que lhe permitiu ganhar fama para promover a causa animal, única pela qual dizia realmente se importar.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com