O jornalista Vinicius Castro lança o 29º título

O jornalista Vinicius Castro lança o 29º título da série “O livro do disco” com uma análise detalhada do álbum “Chaos A.D.” (1993), do Sepultura, destacando sua gênese, impacto e influências que marcaram a trajetória da banda mineira. O livro, publicado pela editora Cobogó, revela o processo de elaboração do disco e contextualiza sua importância para a cena do heavy metal no Brasil e no exterior.
Castro apresenta uma narrativa clara e precisa, fundamentada em pesquisas e entrevistas com integrantes da banda — entre eles, Andreas Kisser e Max Cavalera — além de roadies, membros de fã-clubes e o artista Michael Whelan, responsável pela arte da capa. O autor traça o percurso do Sepultura desde os anos 1980, mostrando como o grupo evoluiu disco a disco até alcançar o estilo dissonante de “Chaos A.D.”
O álbum representou um ponto de inflexão na discografia da banda, incorporando elementos pioneiros da música brasileira, como o batuque das escolas de samba, influenciado pela bateria de Iggor Cavalera. Também destacou-se o uso de riffs percussivos na guitarra de Andreas Kisser. Antes do lançamento, a repercussão internacional provocada pelo disco anterior, “Arise” (1991), impulsionou a banda a explorar suas raízes culturais nas gravações em estúdios na Inglaterra e no País de Gales.
O autor detalha a escolha do produtor Andy Wallace, rejeitando a sugestão da gravadora Roadrunner de trabalhar com Garth Richardson, além dos aspectos técnicos da gravação e das ações de marketing realizadas durante o lançamento em outubro de 1993. A obra visual de Michael Whelan para a capa, inédita até então, e a sessão de fotos conduzida por Gary Monroe também recebem atenção no livro.
A obra dedica um espaço para o tradicional faixa-a-faixa, analisando cada música do álbum e suas características singulares. A crítica destacou a ousadia do Sepultura ao inserir toques de samba e groove em um cenário de thrash metal, o que gerou estranhamento entre parte da comunidade headbanger na época. Contudo, a recepção da imprensa e de músicos contemporâneos mostrou-se mais entusiástica.
Com o passar dos anos, “Chaos A.D.” tornou-se uma referência consolidada no metal brasileiro e global. Canções como “Refuse / Resist” e “Territory” permanecem presentes nos repertórios da banda, evidenciando a longevidade do disco. Vinicius Castro apresenta a obra com isenção, evitando a paixão típica dos fãs e focando na análise estruturada da música e do contexto histórico.
A contextualização detalhada oferecida pelo autor permite ao leitor compreender a importância do álbum para o crescimento do metal brasileiro no cenário mundial. A publicação contribui para o entendimento da mudança de rumos da banda e do gênero musical naquele período.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com