Economia

Os preços da carne de frango em São Paulo subiram

Os preços da carne de frango em São Paulo subiram
  • Publisheddezembro 15, 2025

Os preços da carne de frango em São Paulo subiram entre agosto e outubro devido à redução da oferta doméstica para níveis anteriores à confirmação do caso de gripe aviária em maio de 2025. A análise é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP em Piracicaba, com base em dados do IBGE.

Entre agosto e setembro, a disponibilidade interna da proteína foi de 111 milhões de quilos, próximo dos 110 milhões registrados entre janeiro e abril, período pré-gripe aviária. Em maio, durante restrições às exportações, a oferta interna chegou a superar 123 milhões de quilos. Os preços começaram a recuar em novembro, interrompendo três meses consecutivos de alta. Em São Paulo, o quilo do frango congelado custava R$ 7,99 em 3 de novembro e fechou em R$ 8,11 no dia 3 de dezembro.

O Cepea também aponta que a diferença entre os preços da carne de frango e de porco diminuiu em outubro. Após cinco meses com maior valor, o frango perdeu competitividade em relação à carne suína no atacado da Grande São Paulo, onde o frango inteiro congelado teve média de R$ 7,77 o quilo em novembro, queda de 2,1% em relação a outubro.

A valorização do frango em outubro e a queda dos preços suínos levaram a uma espécie de “gangorra” nos valores das proteínas. O quilo do frango inteiro resfriado foi vendido com uma diferença de R$ 4,55 em relação à carcaça especial suína, 1,5% inferior à diferença observada em setembro. Na mesma comparação, o frango valorizou 6%, passando para R$ 7,99 o quilo.

No mercado de carne suína, a disponibilidade doméstica em outubro foi a segunda menor do ano, com 191,5 mil toneladas, ligeiramente abaixo das 194 mil toneladas de setembro. O pico de oferta interna ocorreu em julho, com quase 240 mil toneladas. A redução está associada ao aumento das exportações e à desaceleração do número de abates, estimado em queda de 9% em outubro pelo Cepea, com base em dados do Ministério da Agricultura.

O Brasil registrou em outubro a maior média diária de embarques de carne suína da série histórica da Secex, com 15,1 mil toneladas, o que deve resultar em um total exportado de 136,1 mil toneladas no mês. Entre janeiro e agosto, as exportações da carne suína cresceram cerca de 72%, com destaque para Chile e Filipinas, que assumiram posições importantes no ranking dos principais destinos.

O avanço nas exportações e a menor produção doméstica influenciaram o aumento dos preços do suíno vivo e da carne suína, que mantiveram-se firmes desde o fim do primeiro semestre de 2025, contrariando o comportamento tradicional de queda para este período.

Na suinocultura paulista, o poder de compra do farelo de soja pelo produtor de suíno vivo atingiu em setembro o maior patamar desde 2004, chegando a 5,57 quilos de farelo adquiridos com a venda de um quilo de suíno vivo, 54% acima da média histórica do Cepea. O preço médio do suíno vivo em setembro foi de R$ 9,25 o quilo, o maior do ano até o momento, influenciado pela forte queda do preço do farelo de soja.

No segmento avícola, as exportações de carne de frango recuaram em maio devido ao caso de gripe aviária em uma granja no Rio Grande do Sul. O país se declarou livre da doença em junho e retomou as vendas à União Europeia, que estavam suspensas desde maio. Em setembro, o volume exportado foi o maior em 11 meses, e em outubro o ritmo diário de embarques aumentou 9,6% em relação a setembro e 16% em comparação a outubro de 2024.

Apesar da retomada das exportações para a Europa, as vendas à China permanecem suspensas, o que limita um crescimento ainda maior nas exportações totais brasileiras de carne de frango. O Cepea ressalta que a continuidade das vendas recordes em 2025 depende da ausência de novos casos da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) ou outras variantes da doença em granjas comerciais.

Assim, os preços da carne de frango oscilaram em 2025 conforme as restrições e retomadas do comércio internacional, enquanto a carne suína recuperou competitividade no mercado interno e externo, impulsionada por aumento nas exportações e melhores condições para os produtores.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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