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A cantora Viviane Batidão lançou nesta terça-feira (28)

A cantora Viviane Batidão lançou nesta terça-feira (28)
  • Publishedoutubro 29, 2025

A cantora Viviane Batidão lançou nesta terça-feira (28) seu primeiro álbum de estúdio, “É sal”, que marca a tentativa de adaptar o tecnomelody, estilo musical do Pará, ao padrão nacional de mercado e audiência. Com mais de 20 anos de carreira, ela busca ampliar o alcance de sua música para além do estado, onde sua popularidade já é consolidada.

Viviane é conhecida como a rainha do tecnomelody, ritmo eletrônico com letras românticas e batidas que transitam entre o pop e o forró. Seu sucesso começou nas festas de aparelhagem, eventos típicos do Pará que utilizam enormes caixas de som para tocar brega regional. A cultura das aparelhagens, que rege a divulgação e consumo musical local, funcionava até então de forma diferente das grandes plataformas digitais.

A artista explicou ao g1 que, até recentemente, os músicos do tecnomelody não tinham o hábito nem a necessidade de lançar álbuns, já que a principal forma de chegar ao público era via essas festas ou plataformas menos convencionais, como YouTube e 4Shared. Somente com a expansão do gênero para outras regiões do Brasil, surgiu a busca por formatos mais comerciais e acessíveis a um público nacional.

O primeiro hit de Viviane, “Vem Meu Amor”, estourou em sua região em 2007 e ganhou repercussão nacional a partir de 2010, graças a um vídeo viral. Apesar da exposição, sua carreira só começou a crescer no país a partir de 2019, com a música “Olha Bem Para Mim”. Desde então, Viviane mantém posicionamento de destaque entre as referências do tecnomelody.

Ao mesmo tempo, a cantora enfrentou dificuldades com as plataformas de streaming. Em 2017, começou a disponibilizar suas músicas digitalmente, mas passou anos sem receber remuneração, pois desconhecia a possibilidade de ganhos financeiros via aplicativos como Spotify. Ela enfrentou problemas com um parceiro que controlava suas contas digitais e não repassava valores decorrentes da distribuição.

Viviane relatou que outros artistas locais passaram pela mesma situação, resultado da falta de informação e da estrutura própria da cena musical paraense, voltada principalmente para shows e venda física de músicas. Essa realidade dificulta a transição para o mercado nacional, que requer outro tipo de planejamento e conhecimento.

Com o disco “É sal”, a cantora buscou uma produção que adequasse o tecnomelody ao formato do álbum tradicional, visando o consumo no streaming e no uso de fones de ouvido. Ela ressaltou cuidados para não perder a essência do gênero, promovendo ajustes técnicos como a masterização, que aprimora a qualidade sonora para os padrões nacionais.

A masterização, segundo Viviane, modificou aspectos típicos do tecnomelody, como o volume intenso do contrabaixo, para tornar a sonoridade mais equilibrada e adaptada às novas plataformas, sem descaracterizar o estilo. Os DJs que acompanham a artista desde o início da carreira participaram da avaliação final das faixas.

O repertório inclui nove músicas inéditas, com participações de Suanny Batidão, Priscilla Senna, Japinha e Pocah. Nesta última parceria, Viviane e Pocah interpretam a faixa “Mulher Gostosa”, que mistura o tecnomelody com o rock doido, outro ritmo regional que agrega influências do funk.

Viviane defende que o Brasil deve ampliar a audiência da música produzida no Pará e respeitar sua diversidade cultural. Ela destaca que estilos eletrônicos, periféricos e marginalizados, como o tecnomelody e o funk, compartilham semelhanças e merecem espaço no cenário nacional.

O lançamento de “É sal” representa um movimento importante para a profissionalização e difusão do tecnomelody além das fronteiras regionais, tentando reduzir o afastamento entre o que é consumido no Pará e o que é valorizado no mercado musical nacional.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Vitor Souza

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