O Brasil ganhou 9.215 novos milionários em 2025 e encerrou o ano com 386 mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão, de acordo com o Global Wealth Report 2026, divulgado pelo banco UBS nesta terça-feira (30). O crescimento de 2,4% manteve o país como o que concentra o maior número de milionários na América Latina, mas a desigualdade patrimonial permanece entre as maiores do mundo.
O relatório aponta que o Brasil ocupa o quarto lugar entre 56 mercados analisados em termos de concentração de riqueza, com um coeficiente de Gini de 0,81. Esse indicador mede a desigualdade na distribuição de patrimônio, em uma escala de 0 a 1, onde valores mais próximos de 1 refletem maior concentração nas mãos de poucos.
Apesar do aumento no número de milionários, o levantamento mostra que cerca de 69% da população adulta brasileira possui patrimônio inferior a US$ 10 mil. Esse grupo permanece na base da pirâmide da riqueza global.
A riqueza coletiva dos bilionários brasileiros avançou mais de 50% em 2025, impulsionada tanto pela valorização dos ativos quanto pelo surgimento de novos bilionários no país. O estudo também destaca que o nível de endividamento no Brasil é elevado, com dívidas representando 23,4% da riqueza bruta, uma das proporções mais altas entre os países analisados. Por sua vez, os ativos financeiros correspondem a 73,3% do patrimônio bruto dos brasileiros.
Desde 2020, a riqueza média por adulto no Brasil caiu 3,13%, quando medida em moeda local e descontada a inflação, indicando uma evolução limitada da riqueza para a população como um todo.
No cenário global, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, ritmo superior ao registrado nos dois anos anteriores. Esse crescimento foi puxado pelo desempenho dos mercados financeiros e pela valorização de ativos não financeiros.
Com essa expansão, o mundo ganhou quase 1 milhão de novos milionários, totalizando 57,5 milhões de pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão. Os Estados Unidos foram responsáveis por quase metade desse aumento.
O número de bilionários no mundo também subiu para 3.302 em 2025, aumento de 13,1% em comparação a 2024, enquanto a riqueza conjunta desse grupo cresceu 25%.
Apesar do aumento global da riqueza, o UBS destaca que a distribuição foi desigual. Em muitos mercados, a riqueza mediana caiu, sugerindo que os ganhos ficaram concentrados entre os indivíduos de maior patrimônio.
O banco ainda ressalta que a oscilação cambial influenciou esses resultados, com a desvalorização do dólar em relação a moedas como o euro contribuindo para o crescimento da riqueza ao ser convertida para a moeda americana, principalmente na Europa.
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Fonte: g1.globo.com
Fonte: g1.globo.com

