Boi wagyu do japão tem carne com preço superior a mil reais

Imagem: s2-g1.glbimg.com

O wagyu, uma raça bovina originária do Japão, é conhecida pela carne mais cara do mundo, cujo quilo pode ultrapassar R$ 1.000 no Brasil. A fama dessa carne se deve ao elevado marmoreio, que consiste na gordura intramuscular que confere maciez e um aspecto marmorizado à peça.

O Japão, adversário do Brasil na Copa do Mundo em 29 de maio de 2023, é o berço do wagyu. A variedade Kobe Beef se destaca, mas para receber essa denominação, o animal deve nascer, crescer e ser abatido na província japonesa de Hyogo, além de atender a rigorosos critérios de qualidade. No Brasil, cortes como picanha, ancho, chorizo e fralda são comercializados, com preços que variam conforme a quantidade de marmoreio.

Contrariando mitos antigos, o tratamento especial dado ao wagyu no Japão, como beber cerveja e receber massagens, não é comum atualmente e não possui comprovação científica. Segundo Daniel Steinbruch, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu (ABCWagyu), a genética da raça é o principal fator para a maciez e o sabor da carne.

A alimentação balanceada é essencial para que o animal desenvolva o marmoreio, especialmente uma dieta rica em amido, que fornece energia ao boi para transformar em gordura intramuscular. Entre os principais grãos usados na alimentação estão milho, sorgo, arroz, trigo e cevada. No Brasil, alguns criadores utilizam a borra resultante da fermentação da cevada, aproveitando seu valor proteico para a alimentação dos bovinos.

A origem do wagyu remonta ao século 2, quando seus ancestrais chegaram ao Japão vindos da península coreana. Esses animais, descendentes do gado Hanwoo, eram usados inicialmente como bois de tração para tarefas agrícolas. A resistência física e força da raça levaram ao desenvolvimento da característica marcante do wagyu: a alta concentração de gordura entre as fibras musculares.

A raça permaneceu isolada no Japão até 1868, quando cruzamentos com raças importadas foram realizados para melhorar sua genética. O wagyu moderno foi assim desenvolvido e começou a sair do Japão a partir de 1976, chegando aos Estados Unidos e, posteriormente, a outros países.

No Brasil, o wagyu foi introduzido em 1992 pela empresa Yakult, que trouxe exemplares de linhagem pura japonesa. Atualmente, o país conta com cerca de 5 mil animais puros e aproximadamente 30 mil cruzados, segundo a ABCWagyu. A criação de wagyu no Brasil envolve tanto rebanhos puros quanto híbridos que buscam manter as características genéticas da raça.

A carne de wagyu destaca-se no mercado nacional e internacional pelo seu marmoreio, que influencia diretamente o preço e a preferência dos consumidores. A demanda por esse tipo de carne tem aumentado, especialmente em eventos e ocasiões especiais, em função de suas qualidades sensoriais e culinárias.

Assim, o wagyu permanece como uma das raças bovinas mais valorizadas no mundo, com um processo de criação que envolve genética, alimentação específica e manejo cuidadoso, sem depender de tratamentos não comprovados, reafirmando seu prestígio no mercado da carne premium.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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