A Paramount Skydance Corp. está pronta para vender sua joint venture de distribuição de filmes com a Universal Pictures para atender às exigências da União Europeia na análise da aquisição da Warner Bros. Discovery por US$ 110 bilhões. A proposta será apresentada à Comissão Europeia até a próxima terça-feira (30) e visa mitigar preocupações sobre concorrência no mercado europeu.
A decisão foi tomada após reuniões com autoridades antitruste europeias, que avaliaram possíveis impactos da operação no setor audiovisual. A venda dessa parceria deve estender o prazo preliminar para análise da transação de 7 para 21 de julho, conforme fontes consultadas pela Reuters.
Em fevereiro, a expectativa era de que a união entre Paramount e Warner Bros. Discovery receberia aprovação da União Europeia sem grandes impedimentos. Na ocasião, a Paramount considerava a possibilidade de vender canais menores, como suas marcas infantis, caso fosse necessário, mas essa alternativa foi descartada pelos reguladores, que não identificaram problemas nesse segmento.
A joint venture de distribuição com a Universal Pictures envolve a cooperação na divulgação e lançamento de filmes em cinemas europeus, e sua venda pode atender a preocupações de exibidores locais, que temem concentração excessiva e redução da diversidade de conteúdos.
A Paramount não comentou o assunto, seguindo sua política de não se manifestar sobre processos regulatórios em andamento. Nos Estados Unidos, o Departamento de Justiça aprovou a aquisição na semana passada, avaliando que a operação dificilmente prejudicará a concorrência ou os consumidores.
Por outro lado, governos estaduais americanos, incluindo Califórnia e Nova York, preparam ações judiciais para tentar impedir a conclusão do negócio, de acordo com fontes próximas ao assunto. Essas iniciativas indicam que o processo ainda enfrenta desafios em outras jurisdições.
A expectativa da Paramount é obter aprovação sem restrições na União Europeia, o que permitiria a finalização da compra da Warner Bros. Discovery. A venda da joint venture com a Universal surge como uma solução para atender aos requisitos regulatórios e garantir a continuidade do acordo.
Diante do cenário atual, o desfecho da análise europeia deve influenciar o avanço da maior fusão do setor de entretenimento nos últimos anos. A decisão da Comissão Europeia será observada atentamente por outras autoridades concorrenciais.
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Fonte: g1.globo.com
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