O filme “Supergirl”, estrelado por Milly Alcock, estreia nesta quinta-feira (25) nos cinemas brasileiros, trazendo uma aventura sobre a heroína prima do Superman. A produção enfrenta dificuldades para manter o interesse do público devido a uma trama repetitiva e um vilão pouco desenvolvido.
A história foca na personagem interpretada por Milly Alcock, conhecida pela série “A Casa do Dragão”. Ela aparece como uma Supergirl em luto pela destruição de seu planeta natal, mas que mantém carisma e profundidade, revelando a heroína por trás do trauma. O roteiro é baseado em uma minissérie em quadrinhos premiada, ilustrada pela brasileira Bilquis Evely, e foi escrito pela atriz Ana Nogueira, filha de pai brasileiro.
A narrativa acompanha a heroína que tenta superar suas perdas pessoais enquanto ajuda uma jovem em busca de vingança pela morte dos pais. Apesar da premissa já ter sido usada em outras histórias de super-heróis, o filme teria o potencial de oferecer uma boa aventura, mas não consegue inovar além desse formato tradicional.
O principal desafio do filme está relacionado ao poder excessivo da protagonista, o que dificulta a criação de conflitos eficazes. Para equilibrar essa disparidade, a trama apresenta o vilão e seus capangas sem grandes motivações ou características marcantes. O antagonista é retratado de maneira genérica, com visual que lembra personagens de outras franquias, como a trilogia “Guardiões da Galáxia”.
O roteiro recorre a diversas justificativas para limitar os poderes da Supergirl, o que perde credibilidade após múltiplas tentativas de explicação. A opção de enfraquecer a protagonista para igualar o vilão prejudica o desenvolvimento da tensão e diminui o impacto das cenas de ação.
Além disso, a participação de Jason Momoa no papel do caçador de recompensas Lobo não aproveita totalmente o potencial do personagem. A representação do anti-herói é simplificada, sem explorar as nuances que o tornam interessante nos quadrinhos.
Em meio às falhas da produção, a atuação de Milly Alcock se destaca como o ponto mais positivo, trazendo vitalidade ao papel principal. No entanto, o filme não consegue sustentar esse nível ao longo da narrativa, resultando em uma experiência que não atinge as expectativas para um título da DC.
“Supergirl” apresenta elementos promissores, mas é comprometido por soluções narrativas que enfraquecem sua trama e adversários. A estreia propicia a introdução da heroína em live-action, mas deixa lacunas em relação à construção de um universo mais envolvente e coeso.
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Fonte: g1.globo.com
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