O músico João Bosco lança em 3 de julho de 2026 o álbum “Horda”, gravado ao vivo em julho de 2025 com a orquestra alemã NDR BigBand, sob regência e arranjos do trombonista Rafael Rocha. A obra celebra os 80 anos do artista, completados em 13 de julho, e reúne 12 faixas que apresentam a combinação do samba com o jazz orquestral.
O álbum foi registrado em Hamburgo e terá edição em CD na Europa e Ásia pela gravadora Enja Records, responsável também pelo lançamento do primeiro trabalho de Bosco com a NDR BigBand, “Senhoras do Amazonas”, em 2008. No Brasil, “Horda” estará disponível exclusivamente em formato digital.
A capa do disco traz uma pintura de 1999 do artista Joachim Kühn. As músicas apresentam uma fusão entre o samba brasileiro, ritmos africanos e o jazz, em arranjos caracterizados pela diversidade dos instrumentos de sopro da NDR BigBand, composta por trombones, saxofones e trompetes. A bateria de Kiko Freitas, o violão de João Bosco e o piano de Florian Weber complementam a instrumentação.
A faixa-título, com mais de sete minutos, ilustra a interação entre a orquestra e a identidade musical de Bosco, marcada pela influência do samba carioca e dos sons das Gerais. O repertório inclui releituras de composições antigas como “Incompatibilidade de gênios” (1976) e “Sinhá” (2011) e músicas mais recentes, como “Samba sonhado” (2024).
“Horda” traz ainda uma homenagem a figuras como Miles Davis, João Gilberto e Tom Jobim, inspiradores para João Bosco. O álbum não segue o estilo samba-jazz dos anos 1960, mas oferece uma mistura própria de samba e jazz, preservando o ritmo e a característica do cancioneiro do artista.
Algumas faixas mostram variações como “Transversal do tempo” (1976), que aparece em versão balada jazzística, e “Cabeça de nego” (1986), que transita entre samba e jongo, evidenciando a identidade musical de Bosco mesmo diante do arranjo orquestral. A presença de elementos ligados a Clementina de Jesus e Pixinguinha reforça a ligação entre a cultura brasileira e africana presente na obra.
O álbum “Horda” representa um novo momento na trajetória de João Bosco, marcada pela cooperação com a NDR BigBand e a condução do maestro brasileiro Rafael Rocha. O trabalho reforça a coerência da obra de Bosco, destacando a qualidade do som e a integração entre o músico e a grande orquestra alemã.
João Bosco já prepara outro álbum comemorativo de seus 80 anos, intitulado “Amigos novos e antigos – João Bosco 80 anos”, que reunirá parcerias com artistas de diversas gerações e estilos musicais.
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Fonte: g1.globo.com
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