O dólar abriu em alta nesta terça-feira (23), cotado a

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O dólar abriu em alta nesta terça-feira (23), cotado a R$ 5,1779 por volta das 9h, impulsionado pelas negociações entre Estados Unidos e Irã e pela divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O cenário internacional, marcado pelo avanço nas conversas diplomáticas sobre o programa nuclear iraniano e as sanções econômicas, e os dados domésticos influenciaram o desempenho da moeda.

As negociações técnicas entre EUA e Irã foram concluídas nesta terça-feira em Genebra, segundo autoridades iranianas. O país começou a formar grupos de trabalho para tratar da flexibilização das sanções e do programa nuclear, o que gerou expectativa sobre a estabilidade do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio de petróleo. O aumento do tráfego na região sinaliza uma possível normalização dos fluxos no mercado internacional de petróleo.

Na esteira do avanço diplomático, os preços do petróleo apresentaram queda. O barril do Brent caía 0,13%, cotado a US$ 77,80, e o West Texas Intermediate (WTI) registrava recuo de 0,08%, a US$ 73,80. O movimento contrastou com a maior volatilidade dos últimos dias, causada pelas tensões na região.

No âmbito doméstico, a ata da última reunião do Copom reforçou a decisão do Banco Central de manter a taxa básica de juros inalterada, apesar da piora nas projeções para a inflação. A autoridade monetária optou por preservar a política vigente, considerando que os preços ainda refletem incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio.

Os mercados globais apresentaram desempenho negativo nesta terça-feira. As bolsas europeias recuaram, com o DAX da Alemanha caindo 0,99%, o FTSE 100 do Reino Unido recuando 0,48% e o CAC-40 da França registrando queda de 0,62%. Na Ásia, a tendência foi semelhante, com o índice CSI 300 da China recuando 2,77%, o índice de Xangai caindo 1,4%, o Hang Seng de Hong Kong recuando 1,82%, o Nikkei do Japão perdendo 3,6% e o Kospi da Coreia do Sul desvalorizando quase 10%.

Investidores globais demonstraram cautela diante das incertezas relativas aos altos investimentos em tecnologia em segmentos como semicondutores e inteligência artificial, questionando o potencial de retorno das empresas e o preço das ações.

No Brasil, o Ibovespa inicia as negociações às 10h com expectativas de recuperação parcial, acumulando alta de 1,21% na semana, embora registre queda mensal de 1,97%. No acumulado do ano, o índice apresenta valorização de 5,73%.

As tensões no Oriente Médio permanecem no radar dos mercados, especialmente após violações do cessar-fogo entre Hezbollah e Israel no fim de semana. O memorando de entendimento entre EUA e Irã previa a interrupção desses ataques, o que ainda gera preocupação sobre a estabilidade da região. Apesar do anúncio iraniano do fechamento do Estreito de Ormuz, as negociações em Genebra mostraram avanços para manter a rota marítima aberta.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, destacou progressos nas conversas e a criação de um comitê de alto nível para acompanhar as negociações políticas e técnicas. O acordo preliminar deve servir de base para uma resolução mais ampla dos conflitos na região.

A guerra no Oriente Médio impactou o mercado global ao elevar o preço do petróleo, pressionar os custos dos combustíveis e alimentar temores inflacionários em várias economias. Esses fatores também contribuíram para o fortalecimento do dólar, que se beneficiou do movimento de busca por ativos considerados seguros.

Com a retomada do diálogo entre EUA e Irã, o mercado financeiro monitora os sinais de normalização nas cadeias globais e nos fluxos comerciais. Especialistas acompanham os efeitos das negociações para prever os próximos passos na estabilidade econômica internacional.

Nesta terça-feira, a cotação do dólar apresenta alta semanal de 0,46% e acumula perda de 6,33% no ano, refletindo a influência combinada dos fatores domésticos e internacionais. O cenário segue volátil, com os agentes financeiros atentos às decisões políticas e ao desenrolar das tratativas.

A combinação da ata do Copom e das negociações entre EUA e Irã permanece sob observação, influenciando o direcionamento da moeda e dos mercados globais. A estabilidade futura dependerá da continuidade das conversas e da evolução do cenário geopolítico.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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