Nas escolas brasileiras, as festas juninas incorporam movime

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Nas escolas brasileiras, as festas juninas incorporam movimentos do TikTok e remixes de brega funk ao tradicional ritmo nordestino. Essa mudança tem ocorrido desde os últimos anos, marcando uma transformação nas quadrilhas escolares em várias regiões do país.

Alunos mantêm os trajes típicos, mas substituem passos clássicos por coreografias populares nas redes sociais, como a dança do Jamal e a trend “6’7”, ao som de versões remixadas de forró e brega funk. Em Itumbiara (GO), o 5º ano apresentou uma mistura do phonk “Brasil com S” com forró da banda Bicho do Mato, incluindo o hit “6’7”. A mãe de uma das estudantes, ao publicar um vídeo do evento, afirmou que entende a necessidade de adaptação, desde que a tradição não seja totalmente esquecida.

Apesar da aceitação de parte dos pais, a novidade divide opiniões entre educadores. Em Pernambuco, duas escolas optaram por preservar o formato tradicional das quadrilhas. Em Jaboatão dos Guararapes, uma instituição cristã manteve coreografias clássicas e músicas de Luiz Gonzaga e Dominguinhos, mesmo após solicitações de alunos para incluir passinhos atuais. A coordenadora Rafaela Charamba destacou a importância da inovação, mas ressalvou que ela deve respeitar as tradições.

Em outro colégio particular pernambucano, o conteúdo pedagógico também guiou a preservação das raízes culturais. A diretora Paula Leão explicou que a festa serviu para discutir temas como a importância da água, contexto histórico do sertão e as músicas de Luiz Gonzaga, valorizando as histórias do povo local sem abrir mão da tradição.

Do lado dos artistas, o cantor e compositor Almério avalia o fenômeno com cautela, mas sem perceber ameaça ao forró e xote. Natural de Altinho (PE), ele acredita que as novas influências e a participação da juventude fortalecem os gêneros tradicionais. Almério ressalta que, com ou sem adaptações, o forró ganha espaço no Brasil e no exterior, e que a substância cultural se mantém quando bem preservada.

O debate sobre a incorporação das tendências digitais nas festas juninas escolares reflete a tensão entre inovação e preservação cultural. A mistura de ritmos e passos modernos sugere uma renovação do gênero, enquanto escolas e educadores buscam manter a conexão histórica e pedagógica da festividade. Assim, o São João continua a ser um espaço de troca entre tradições e novas expressões artísticas.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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