A Tata Electronics, grupo indiano que fabrica componentes para Apple e Tesla, informou nesta segunda-feira (12) ter detectado um incidente de segurança cibernética que resultou no vazamento de documentos sigilosos dessas empresas. Segundo pesquisadores de segurança, o grupo de ransomware World Leaks publicou mais de 200 mil arquivos na dark web, incluindo informações de design e especificações técnicas.
A violação ocorreu recentemente e atingiu sistemas da Tata Electronics, que atende clientes como Apple e Tesla. Em nota à Reuters, a empresa afirmou que os protocolos de resposta foram acionados imediatamente e que o incidente não impactou suas operações comerciais. A Apple confirmou estar investigando a violação, que estaria relacionada a um pedido de resgate, mas não comentou oficialmente o episódio.
O grupo World Leaks, responsável pelo vazamento na dark web, já havia reivindicado invasões anteriores, como a da Nike. No site, os arquivos da Tata Electronics somam mais de 630 gigabytes de dados, incluindo e-mails, registros de eventos, cópias de passaportes de funcionários e documentos com informações proprietárias. Pesquisadores revisaram os arquivos e encontraram documentos com a indicação de confidencialidade tanto da Apple quanto da Tesla.
Entre os dados divulgados, há arquivos rotulados como “com.apple.factorydata”, que indicam material relacionado a processos de fabricação de iPhones. O vazamento também inclui documentos referentes a uma peça chamada “NV36 Chargeport Controller – North America”, relacionada ao SUV Model Y da Tesla, e desenhos do projeto Highland, codinome usado para o sedã Model 3 reformulado da montadora.
A Tata Electronics responde por aproximadamente um terço da produção de iPhones na Índia, região que vem ganhando destaque na cadeia de suprimentos da Apple. O grupo já enfrentou problemas anteriormente, como um ataque cibernético ao seu braço britânico Jaguar Land Rover no ano passado, que causou paralisação nas operações. Além disso, a Tata sofre escrutínio por suspeita de contaminação ambiental em terras próximas a uma de suas fábricas na Índia.
A divulgação dos arquivos expõe vulnerabilidades diante de ataques cibernéticos cada vez mais sofisticados, que podem comprometer segredos industriais e informações sensíveis. As empresas atingidas ainda avaliam os impactos totais da violação. A Equipe de Resposta a Emergências Computacionais da Índia, órgão responsável por monitorar incidentes similares, ainda não se manifestou sobre o caso.
Esta ocorrência reforça a atenção necessária à segurança da cadeia de suprimentos em setores tecnológicos, onde dados protegidos por sigilo comercial são parte crítica da operação. Fontes indicam que a Tata notificou funcionários envolvidos na montagem de iPhones sobre o vazamento, mas não apresentou detalhes públicos sobre medidas adicionais para conter danos.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

