Torcedores de diversos países relatam os altos custos

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Torcedores de diversos países relatam os altos custos para acompanhar a Copa do Mundo de 2026, que ocorre nos Estados Unidos, Canadá e México. Entre ingressos, passagens, hospedagem e transporte, os gastos chegam a ultrapassar dezenas de milhares de reais, tornando o evento inacessível para muitos.

O norueguês Morten Oftedal, residente em Atlanta, investiu cerca de US$ 4 mil (R$ 20 mil) para levar seu pai e esposa a um jogo em Boston. Ele comprou três ingressos, passagens aéreas e hospedagem, somando um valor que classifica como “insano”. Esta foi uma oportunidade única, já que a Noruega se classificou para um Mundial pela primeira vez desde 1998.

Na mesma linha, o britânico Iain Bagwell gastou US$ 1,2 mil (R$ 6,1 mil) para assistir a Inglaterra contra Croácia em Dallas, no Texas. Para economizar, ele e o filho acamparam durante a viagem. Mais adiante, planejam visitar outra partida em Kansas City, com ingressos custando em torno de US$ 235 (R$ 1,2 mil).

No Canadá, o casal Alisa e Admir Maric desembolsou cerca de US$ 3,8 mil (R$ 19,3 mil) para acompanhar a estreia da Bósnia-Herzegovina contra o Canadá em Toronto. Os ingressos custaram cerca de US$ 890 (R$ 4,5 mil) cada, além dos elevados valores para hospedagem e voos. As irmãs Aida e Emina Tucic, torcedoras da mesma seleção, pagaram mais de US$ 850 (R$ 4,3 mil) por ingresso após monitorar os preços por alguns dias.

No México, os preços dos ingressos ultrapassaram a realidade econômica da maior parte da população. Aaron Vieyra relata ter pago cerca de US$ 1.750 (R$ 8,9 mil) por ingresso para assistir México x África do Sul no Estádio Azteca. Para muitas famílias, esse valor equivale a três meses de aluguel, o que mostra a distância entre os custos e a maior parte dos torcedores locais.

Além dos ingressos, os valores de bebidas e transporte dentro e fora dos estádios também impactam no orçamento. Uma cerveja no Estádio de Nova York-Nova Jersey custa em média US$ 16 (R$ 81), enquanto o transporte de trem entre a Penn Station, em Nova York, e o estádio chegou a US$ 98 (R$ 498), um aumento significativo em relação ao valor usual de US$ 12,90 (R$ 66).

Diante desses valores, autoridades locais tentam amenizar o impacto para os moradores das cidades-sede. Nova York negociou com a Fifa a disponibilização de mil ingressos para residentes locais por US$ 50 (R$ 254) via sorteio. A província de Ontario, no Canadá, aprovou uma lei para conter os preços de revenda, e Dallas oferece transporte gratuito para os estádios.

Apesar dos altos custos, muitos torcedores afirmam que o amor ao futebol e a chance de criar memórias com a família justificam os gastos. Oftedal destaca que a experiência de levar o pai para o Mundial supera as preocupações financeiras, que “desaparecem depois de algum tempo”.

A Copa do Mundo de 2026 evidencia, mais uma vez, o desafio de conciliar a grandiosidade do evento com a acessibilidade para os torcedores comuns, em meio a custos elevados que se refletem em ingressos, deslocamento e consumo dentro dos estádios.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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