O presidente do Museu do Louvre, Christophe Leribault, declarou nesta quarta-feira (17) que a instituição está “no limite” e precisa investir grandes quantias para renovar suas infraestruturas antigas. O alerta foi feito durante uma comissão do Senado francês, em meio a uma crise desencadeada pelo roubo de joias da Coroa ocorrido em outubro do ano passado.
Leribault destacou que, apesar do empenho das equipes do museu, os equipamentos e as instalações do Louvre estão chegando ao fim do seu ciclo de vida útil. O roubo ocorrido em 19 de outubro evidenciou falhas de segurança e mostrou os atrasos na modernização das infraestruturas do museu parisiense, que recebeu nove milhões de visitantes em 2023.
O presidente do Louvre afirmou que o museu enfrenta uma encruzilhada, na qual as necessidades urgentes de reforma se acumulam, enquanto o limite dos investimentos se apresenta como um obstáculo. “Isso não é o que se quer ouvir”, disse Leribault, que assumiu o cargo em fevereiro de 2024.
Entre os planos de renovação mencionados está o grande projeto anunciado pelo presidente francês, Emmanuel Macron, programado para começar no início de 2025. O projeto inclui a criação de uma entrada adicional para o museu e a construção de uma nova sala subterrânea para a exposição da Mona Lisa.
O valor estimado para esses dois projetos é de 660 milhões de euros (cerca de R$ 3,88 bilhões), dentro de um orçamento global aproximado de 1 bilhão de euros (R$ 5,88 bilhões). Segundo Leribault, cerca da metade desse montante será financiada por meio do mecenato, incluindo receitas geradas pela exploração da marca Louvre em Abu Dhabi, onde o museu abriu uma sede em 2017.
O restante dos recursos será buscado junto a grandes empresas e doadores individuais nos próximos meses. Leribault destacou a importância desses aportes para viabilizar as reformas necessárias.
Sobre a segurança, o presidente do museu explicou que medidas emergenciais já foram tomadas, incluindo a instalação de câmeras adicionais em pontos críticos. No entanto, ele afirmou que a implementação de um novo sistema de vigilância por vídeo no perímetro está prevista para janeiro de 2027 e será necessária uma estrutura técnica reforçada para suportar a nova rede com centenas de câmeras.
O episódio do roubo, segundo Leribault, deixou uma marca profunda na instituição. Ele admitiu que o trauma dos meses seguintes ainda é intenso entre os funcionários do Louvre.
O novo diretor assumiu o comando do museu em meio a uma série de crises internas e após o episódio do roubo das joias. A instituição busca agora equilibrar a manutenção de seu patrimônio cultural com as exigências de segurança e modernização.
Palavras-chave: Museu do Louvre, Christophe Leribault, roubo de joias, crise no Louvre, renovação do Louvre, segurança no museu, modernização, Mona Lisa, projeto Emmanuel Macron, mecenato, infraestrutura museu, Abu Dhabi Louvre.
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com

